terça-feira, 20 de outubro de 2009

Brendan Benson

Conheci esse cara pelo seriado Skins. Na hora que a Cassie começa a dançar no seu episódio, na primeira temporada. Depois disso, o som não me saiu da cabeça, mas nunca postei nada sobre ele. E hoje deu vontade. Apesar de gravar em casa e da maneira mais lo-fi possível, ele não segue a linha garageira que recolocou a cidade de Detroit na primeira divisão do mapa do rock americano. Na verdade, nem mora mais lá – trocou a fria cidade industrial do norte pelo sol e o calor da Califórnia. Brendan Benson aposta em doces melodias, belas harmonias e homenagens a ídolos do passado, como Beatles, Kinks, Big Star, Marc Bolan e Paul McCartney & Wings. Abonico R. Smith aprova o mais recente álbum do artista, Lapalco.
Recentemente, a cidade de Detroit voltou a chamar atenção. De lá saiu uma nova geração de sons garageiros – puxada por bandas como White Stripes e Von Bondies – que recolocou o pólo automobilístico na primeira divisão do mapa do rock americano. Contudo, entre esquisitices e gravações primando pelo lo-fi um nome parece soar meio deslocado de toda essa turma – provavelmente pelo fato dele nem morar mais lá – trocou a fria cidade industrial pelo sol e o calor da California.
Brendan Benson faz tudo sozinho (ou quase, dividindo em algumas faixas as funções de compositor, arranjador e músico com o parceiro Jason Faulkner, mais conhecido por ter tocado guitarra no Jellyfish, na primeira metade dos anos 90) e em casa, da maneira mais lo-fi possível.

My Old,Familiar Friend (2009)

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Alternative Love (2005)
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Folk Singer (2002) EP
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La Palco (2002)
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One Missippi (1996)

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Leggy

Querida K, abra os olhos para ver o sol brilhar, pois o vento está calmo e os pássaros cantarão e você faz parte de tudo isso. Quero te ver sorrindo, como uma pequena criança. As nuvens farão uma cadeia de margaridas, para ver você sorrir.

domingo, 18 de outubro de 2009

Mude !

Eu ando meio sem tempo para postar coisas novas. Esse texto é muito bacana, e o tenho como plano de vida....

Mude !
Edson Marques

Mas comece devagar,
porque a direção é mais importante
que a velocidade.

Sente-se em outra cadeira,
no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.

Quando sair,
procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho,
ande por outras ruas,
calmamente,
observando com atenção
os lugares por onde
você passa.

Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os teus sapatos velhos.
Procure andar descalço alguns dias.

Tire uma tarde inteira
para passear livremente na praia,
ou no parque,
e ouvir o canto dos passarinhos.

Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche as gavetas
e portas com a mão esquerda.

Durma no outro lado da cama...
depois, procure dormir em outras camas.

Assista a outros programas de tv,
compre outros jornais...
leia outros livros,
Viva outros romances.

Não faça do hábito um estilo de vida.
Ame a novidade.
Durma mais tarde.
Durma mais cedo.

Aprenda uma palavra nova por dia
numa outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos,
escolha comidas diferentes,
novos temperos, novas cores,
novas delícias.

Tente o novo todo dia.
o novo lado,
o novo método,
o novo sabor,
o novo jeito,
o novo prazer,
o novo amor.
a nova vida.

Tente.
Busque novos amigos.
Tente novos amores.
Faça novas relações.

Almoce em outros locais,
vá a outros restaurantes,
tome outro tipo de bebida
compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo,
jante mais tarde ou vice-versa.

Escolha outro mercado...
outra marca de sabonete,
outro creme dental...
tome banho em novos horários.

Use canetas de outras cores.
Vá passear em outros lugares.
Ame muito,
cada vez mais,
de modos diferentes.

Troque de bolsa,
de carteira,
de malas,
troque de carro,
compre novos óculos,
escreva outras poesias.

Jogue os velhos relógios,
quebre delicadamente
esses horrorosos despertadores.

Abra conta em outro banco.
Vá a outros cinemas,
outros cabeleireiros,
outros teatros,
visite novos museus.

Mude.
Lembre-se de que a Vida é uma só.
E pense seriamente em arrumar um outro emprego,
uma nova ocupação,
um trabalho mais light,
mais prazeroso,
mais digno,
mais humano.
Se você não encontrar razões para ser livre,
invente-as.
Seja criativo.

E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa,
longa, se possível sem destino.

Experimente coisas novas.
Troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.

Você certamente conhecerá coisas melhores
e coisas piores do que as já conhecidas,
mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança,
o movimento,
o dinamismo,
a energia.
Só o que está morto não muda !

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Air - The Virgin Suicides (2000)

Jean Benoit Dunckel e Nicholas Godin nasceram em Versailles e conheceram-se graças a Alex Gopher com quem formavam uma banda chamada Orange. Em meados dos anos 90, Gopher abandonou a banda para tratar da sua carreira a solo como DJ e produtor enquanto que Dunckel e Godin formaram a banda Air. Air é uma banda que, embora muitas vezes se viu incluída no campo da música house francesa, diverge muito das propostas techno pop de Daft Punk ou retro disco de Dimitri From Paris. O primeiro disco foi editado sob a forma de white labels simples que mais tarde(quando o êxito os tornou no duo mais famoso no panorama francês) foram reeditados com o nome de "Primeiros síntomas".Air gabam-se em serem herdeiros da música francesa com Serge Gainsbourg no pensamento. O certo é que os seus ambientes assemelham-se muito à imagem do café parisiense repleto de fumo da marca Gitanes do que na maioria dos seus contemporâneos. Sem dúvida alguma, uma das chaves para o seus sucesso foi sabertocar enquanto outros ainda experimentavam. Os instumentos utilizados também são importantes, pois o Moog e Rhodes são as únicas opções no teclado com o qual obtém um som retro facilmente identificável. Moon Safari, o primeiro álbum editado na editora Virgin, contava com a colaboração de Beth Hirsch que cantou um dos melhores singles do álbum(Kelly Watch The Stars) entre outros. Moon Safari tornou os Air numa banda famosa em França e com um sucesso limitado no resto da Europa, incluindo Inglaterra. Este sucesso deu-lhes uma certa popularidade que lhes deu oportunidadepara trabalhar com artistas de alto gabarito tal como os Depeche Mode ou Neneh Cherry. Depois, veio uma recompilação e a banda sonora do filme se Sofia Coppola"As Virgens Suicidas". 10,000 Hrtz é o seu trabalho seguinte que sai em 2001. Talkie-Walkie sai em 2004.

Fonte: MTV - Portugal.

Air The Virgin Suicides Easy-Share – download

RapidShare – download



segunda-feira, 12 de outubro de 2009

King of Leon - Aha Shake Heartbreak (2004)

Quem não gostaria de ser um dos integrantes do Kings Of Leon? Há motivos de sobra para todo mundo querer ser um dos três irmãos Followill [Caleb, Nathan e Jared] ou o primo Matthew. Eles fazem rock mesmo, sem modismo, na contramão da decantada babação de ovo aos anos 70 e 80. São feios, esporrentos, tocam mal. Arrotam Jack Daniels barato, cantam com um sotaque ininteligível do Tennesse e, ainda por cima, fazem mais sucesso na Inglaterra que nos seus rincões ianques. Se você concorda, caia dentro. Para a alegria geral de garotos que, como eu, amavam Creedence Clearwater Revival e Neil Young, o Kings Of Leon volta à ação pouco tempo depois do lançamento de seu primeiro disco, Youth And Young Manhood, uma avis rara no meio de tantos simulacros de bandas nova-iorquinas de pós-punk temporão. Com decalques lindos e precisos das sonoridades empoeiradas do sul, esta maravilhosa instituição inspiradora de boas bandas, o quarteto saiu evocando as presenças dos citados Young e Creedence [além de ZZ Top, Tom Petty And The Heartbreakers e Greggg Allman] e pariu o sucessor de Youth And Youngmanhood, o soberbo A-Ha Shake Heartbreak, já lançado por aqui pela BMG antes de sua fusão com a Sony. Os Followill são, junto com seus compatriotas do My Morning Jacket, as melhores bandas americanas surgidas nesses anos zero. Aliás, ambas as formações parecem presas em uma fenda temporal, parada em 1975, ignorando tudo o que aconteceu depois disso. Só que o Kings Of Leon é mais chegado em um cow-punk, aquele tipo de som que detona instrumentos enquanto mastiga um capinzinho no canto da boca. Filhos de um pastor protestante que pregava em um trailer no sul dos Estados Unidos, os irmãos Followill começaram a tocar em 1998. Se apresentaram em muita igreja antes de se juntarem ao primo Matthew e decidirem formar o Kings Of Leon, aparentemente livres que qualquer influência eclesiástica em sua atitude ou som. Desde então, lançaram dois EPs [um deles, Holy Roller Novocaine, com as cinco músicas que fariam a espinha dorsal do álbum que lançariam em 2003, o já falado Youth And Youngmanhood]. Os Followill são moleques com idades entre 17 e 24 anos, que estouraram primeiro na Inglaterra – talvez porque sejam, na essência, uma mera banda de bar de beira de estrada. Não interessa tocar bem, apenas continuar tocando e manter o povo distraído. Não se engane, porém, quem pensar que o som é acessório. Nada mais renovador que, em meio ao urbanismo de bandas contemporâneas como Strokes ou White Stripes, o Kings Of Leon saia contando histórias cheias de putaria, bebedeira e pick-ups que fazem pega em cidades com caixa d´água na praça central. A vida caipira americana, talvez o que eles tenham de melhor, é evocada seja na vitalidade da banda ao executar novas velhas músicas como no simples punch que os guia.

domingo, 11 de outubro de 2009

Quero apenas segurar sua mão.

Ela vem com seus passos suaves
Amada por uns, temida por outros.
Está imortalizada na mente dos jovens
Com seus cabelos dourados e olhos selvagens

Quando caminho ao seu lado,
sou o melhor homem do mundo
Quando a deixo,
retorno sempre cambaleando.
Quando vem me cumprimentar,
fico a sua mercê.

Não tinha percebido que,
Não quero ter horas, e horas de amor.
Não quero ficar casado uma centena de anos.
Quero apenas segurar a sua mão.