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domingo, 9 de janeiro de 2011

Oceansize - Frames (2007)

Desculpe a demora. Eu estava de férias e o ano só esta começando para mim agora. Um ano que promete muitas novidades. Será um ano de crescimento e do meu grande amadurecimento. Que todos nós tenhamos um grande ano ! Mas vamos falar de música...

Em síntese, é uma banda britânica de rock progressivo formada em 1998, atualmente composta por Mike Vennart (guitarra e vocal), Steve Durose (guitarra e vocal), Gambler (guitarra e teclado), Steve Hodson (baixo e teclado) e Mark Heron (bateria). O estilo deles é algo entre o Post-Rock e o Prog-Rock, com vestígios de metal.

Mas essa banda é bem mais do que isso. Em três palavras, defino Oceansize como: técnica, complexidade e sentimento. Técnica, porque cada frase, cada trecho é executado com extrema precisão, demonstrando habilidade e harmonia fora do comum. Complexidade, porque suas composições estão repletas de pequenas nuances, variações de andamento e de tons, momentos suaves seguidos de explosões de guitarras e distorções, formando um som que se renova a cada audição. Sentimento, porque suas melodias despertam um turbilhão de sensações: indo de melancolia e paz, à euforia e fúria.

Frames (2007) é o último disco deles, e uma das melhores obras do gênero. É um trabalho maduro e de muito bom gosto. Enfim, imperdível.






domingo, 20 de dezembro de 2009

The Fall - This Nation's Saving Grace (1985)

Alguém é capaz de imaginar U2 sem Bono Vox? Ou quem sabe The Cure sem Robert Smith? Ou ainda New Model Army sem Justin Sullivan?Pois bem, também não existiria The Fall sem Mark E. Smith, vocalista, principal letrista e “o patrão” da banda.Na mesma praia pós-punk de gente como Joy Division, Bauhaus, P.I.L. ou Gang of Four, Mark E. Smith e seu The Fall vieram de Manchester, Inglaterra, iniciando os trabalhos em 1977, influenciados por bandas como Beatles, Pink Floyd, Velvet Underground, Buzzcocks e The Kinks, tirando daí sua salada musical.Entre 1979 e 2007, com inúmeras mudanças na formação, a banda lançou mais de 50 álbuns, entre trabalhos de estúdio e ao vivo, sempre variando melodias pegajosas e/ou sujas, marcadas pelo modo único de cantar de Mark, linhas marcantes de contrabaixo e letras sempre interessantes. Esse disco, é o que mais gosto.


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The Au Pairs - Playing with a Different Sex (1981)

The Au Pairs foi uma banda post-punk, formada em Birmingham (1979), com uma secção ritmíca soul e funk (influências de James Brown) e guitarras “punk” (influência dos Subway Sect), que tinha como vocalista, Lesley Woods, uma spoken words feminista e lésbica.
O seu primeiro álbum – “Playing with a Different Sex” – é um excelente com canções sarcásticas sobre relações entre géneros, tais como “It’s Obvious” e “We’re So Cool”. A banda acabou, em 1983, e Lesley Woods formou uma nova banda com mulheres, chamada The Darlings. Som típico dos anos 80 para quem se amarra.





terça-feira, 15 de setembro de 2009

Clogs - 2006 - Lantern

Clogs é uma banda de post-rock formada por músicos norte-americanos e australianos no ano de 2000. A banda possui uma veia extremamente artistica e foge um pouco dos padrões do post-rock convencional, utilizando-se de instrumentos como a viola, o violino, percussões e abusando dos violões, o que os faz se aproximar de bandas de folk.O som do Clogs é singelo, bem elaborado, ambiental e muito bem aproveitado no que se refere à estes instrumentos pouco convencionais no post-rock.A maioria dos membros da banda é composta por estudiosos da música enm grau superior, o que lhes confere um certo know-how para fazer música de qualidade e boa para os ouvidos.

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segunda-feira, 14 de setembro de 2009

LCD Soundsystem - Sound of Silver (2007)

Após um 1º album (e uma mão cheia de misturas e singles) em que os LCD Soundsystem deixavam pistas como um dos projectos mais interessantes na misogenação de várias influências novas e antigas, feitas de muitos anos a beber das melhores fontes, em 2007 surge "Sound of Silver". James Murphy constrói uma obra de amor e estilo, onde os sintetizadores analógicos, guitarras funk, a energia do rock e punk se mesclam artificiosamente com os ritmos electrónicos da dança. A dinâmica imposta em "45:33" está bem patente neste álbum, um verdadeiro tour de force de James Murphy e um dos discos mais excitantes dos últimos tempos.Destaco “Someone Great”, “All of My Friends” e “Us V Them”. Está em grande forma este senhor!





The Beta Band - Heroes To Zeros (2004)

Há anos uma banda, cujos melhores momentos faziam lembrar os Spiritualized em versão deselectrificada, aparecia no radar. Com propensão para usarem parafernália pouco ortodoxa, e usarem roupas africanas em palco, The Beta Band criaram clássicos como “Dry The Rain”, “The House Song” ou “Inner Meet Me”. Clássicos reunidos em The Three EPs, que é mesmo o que o nome indica.
Passada uma falsa partida (The Beta Band), e um regresso confiante e bastante mais apelativo (Hot Shots II), Heroes To Zeros encontra os escoceses enfim capazes de criar o mesmo encantamento que possuíam aquando da sua génese. E desta vez têm equipamento à altura das suas ambições. Ambições essas que passam por um malabarismo capaz de, às bolas com que se começa a demonstração, juntar quadrados, triângulos, estrelas, pentágonos, paralelogramos, prismas, cones, cilindros, pirâmides, etc. E parecer que, quando só restam novamente as bolas, estas ganharam as qualidades de tudo o que por lá passou.

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terça-feira, 25 de agosto de 2009

Beach House - Used to Be (2008)


Nada de continuação do sophomore Devotion. O disco saiu há poucos meses atrás e esse seven inches já tem gostinho de trabalhos futuros. Lado A traz a fantástica Used to Be. Alex inova com uma distorção shoegaze pegada, a melodia nostálgica, tradicional da banda, que sempre te remete à algo que você não consegue lembrar que época. E é claro, a melhor característica desse duo: A harmonia. Geometricamente intrigante, através dos incansáveis arpejos dos órgãos de Victoria.
No lado B, uma home recording da faixa Apple Orchard do primeiro disco, trazendo um violãozinho com slide de dar gosto e toda a rusticidade que só um 4-track e falta de maturidade pode nos presentear.

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