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sábado, 29 de janeiro de 2011

White Lies - Ritual (2011)

A carreira do White Lies está seguindo exatamente o caminho planejado, e acredite, esse caminho foi planejado com muito empenho. Nomes, letras, capas, tudo faz parte de uma identidade construída com método. Se, após a morte de Ian Curtis, o restante do Joy Division formou o New Order com os fundamentos do Synth-pop, o White Lies, como banda discípula, também abraçou os sintetizadores, em Ritual, seu segundo álbum.
A primeira metade do álbum contém todas as canções memoráveis, indicando que o trabalho poderia ser um mero EP inflado. As duas melhores faixas são as que ostentam os melhores refrões, Bigger Than Us e Strangers, emotivas, sinais de vida em uma banda que faz questão de parecer morta. As oitentistas Is Love? e Peace & Quiet miram no Depeche Mode mas vão do Alphaville ao Duran Duran.
A segunda metade é esquecível, exceto pela interessante Come Down. The Power and The Glory simboliza tudo o que há de errado em Ritual, indo do sinistro ao dançante de maneira fria e planejada. Talvez esse Ritual do título foi o que fez o White Lies perder a alma. Ou ela nunca esteve presente.





segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Apparatjik - We Are Here (2010)

Apparatjik é um supergrupo formado pelo baixista Guy Berryman (do Coldplay), pelo vocalista/guitarrista Jonas Bjerre (do Mew), pelo guitarrista/tecladista Magne F. (do A-Ha) e pelo produtor musical Martin Terefe. Dessa mistura de britpop com indie rock dinamarquês e new wave saiu We Are Here, um álbum de música eletrônica melódico, dançante e com tendências experimentais.
Mas pelo menos no que concerne ao pop/rock do Coldplay, a presença de Berryman parece não ter influenciado tanto na sonoridade do grupo. Por outro lado, vestígios do dream pop vanguardista do Mew estão espalhados por todo o disco, tanto nas melodias quanto nos vocais. Essa influência é bastante perceptível nas faixas Deadbeat, Arrow and Bow, Look Kids e na belíssima Antlers.

Ainda assim, tudo é muito focado nos sintetizadores e nas batidas eletrônicas, sem rodeios instrumentais e experimentalismo forçado...um som mais objetivo e divertido, mais direcionado para o synth pop -- e é aí onde entra o "lado A-Ha" do trio.



We Are Here é uma verdadeira coleção de hits imediatos; um aviso de que os Apparatjik estão aí...e não estão pra brincadeira. C, estou viajando mais não vou deixar você órfã.