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sexta-feira, 13 de maio de 2011

Adele - 21 (2011)

A cantora britânica, dona de uma voz poderosa, carismática e deliciosa de ouvir, alcançou, há alguns dias, um feito que só os Beatles haviam atingido, em 1964: colocou duas músicas ("Someone Like You" e "Rolling The Deep") e seus dois álbuns nas paradas britânicas, entre os Top Five (Singles e álbuns).


"21" abre com "Rolling The Deep", um soul pop poderoso no qual Adele lamenta um amor perdido: "Poderíamos ter tido tudo", diz a letra. Sim, Adele fala, novamente, sobre o amor de um jeito doloroso e catártico e a canção dá o tom de todo o repertório.

Tanto o amor e suas desilusões inspiram a britânica que Adele chegou a declarar, em entrevistas, que quando está feliz não se sente capaz de compor. Sua interpretação também é carregada de emoção, o que faz dela, talvez possamos dizer, uma mistura de Elza Soares - pela dor que se sente em sua interpretação - e Maysa - pela temática de fossa. Só que sua música é mais pop, mais R&B, mais soul.

"21", cujo título faz referência à idade da cantora, segue com a dançante "Rumour Has It", uma canção que é pura dor-de-cotovelo, cheia de ironia. Chamam a atenção as tristes "Turning Tables", "Take It All" e "Don't You Remember". Já "Set Fire to the Rain" transparece raiva - sem esquecer que possui belíssimos arranjos.

Além da voz de Adele, o repertório coloca em evidência os teclados. Em "Someone Like You" e "Take It All" eles são especialmente encantadores. Mas é difícil citar destaques, já que o álbum tem uma unidade que agrega as faixas dentro de um contexto. Até a versão para "Lovesong", do The Cure, se encaixa perfeitamente no repertório. O disco saiu com algumas faixas bônus nos diferentes países em que foi lançado. Uma dessas faixas é "I Found a Boy", uma canção que indica que talvez Adele não esteja tão só e abandonada.









domingo, 30 de janeiro de 2011

Brandon Flowers - Flamingo (2010)

Quando o primeiro disco solo de Brandon Flowers estreiou e logo estava nos primeiros lugares nas paradas. Isso não foi surpresa para ninguém que acompanhou a divulgação maciça que o vocalista vinha fazendo de “Flamingo”, antes mesmo dele estar pronto. Apesar de ser interessante mais por ser a primeira incursão de um Killer pela solitária carreira sem o grupo do que por sua música em si, certo mesmo é que este trabalho começou a ser criado já com a certeza de sucesso, mesmo que para isso muitos fãs da era Sam’s town tenham que sair frustrados com isso.
Flowers é um paradoxo ambulante. Chama a atenção pela estranheza que as palavras mórmom e rockstar causam quando colocadas juntas associadas a sua figura. Ao mesmo tempo, em certos momentos aparenta ser apenas um bom pai de família que alcançou o estrelato meio sem querer e por isso parece fora de seu habitat natural. Ele também começou a trabalhar em “Flamingo” com a desculpa de ser viciado em trabalho; já que seus companheiros de banda queriam descansar após turnês e discos quase consecutivos, ele tinha a necessidade de continuar na labuta, mas o que aconteceria por uma mera aversão ao ócio parece ser mais baseado na necessidade de estar embaixo dos holofotes.
Musicalmente falando, “Flamingo” não é um disco ruim. Na verdade, é repleto de hits em potencial. Já de saída “Welcome to Las Vegas” é uma ode à Sin City que tenta romantizar a cidade e colocá-la no imaginário de uma nova geração da mesma forma que um dia Bruce Springsteen fez com Nova Jersey. Pensando na forma como esse cd foi trabalhado junto com o produtor Stuart Price, a lembrança Springsteeana que ecoa na primeira faixa não parece mera coincidência. The Boss sempre foi um dos maiores ídolos de Flowers e a vontade de seguir os passos de ídolos como ele e Morrissey é algo que o discípulo nunca fez muita questão de esconder.
“Crossfire”, primeiro single com direito a clipe hollywoodiano com Charlize Theron, deixa um pouco a desejar. Demora para se tornar minimamente memorável uma vez que soa como os piores momentos do esquecível Day and Age. Já o dueto com Jenny Lewis em “Hard Enough” funciona, simplesmente. Os melhores pontos de “Flamingo” são justamente aqueles em que Brandon não se leva tão a sério, como se entrasse no cassino pronto para perder tudo e sair feliz da vida, como nas faixas “Jilted lovers and broken hearts” e na adorável “Was it something I Said?”, que comprovam que Flowers costuma ser o melhor dessa nova geração quando chega a hora de beber na fonte dos pop anos 80.
No fim de sua primeira tentativa solo, Brandon acaba se saindo melhor do que o esperado. Para quem ficou frustrado com “Flamingo”, resta torcer que o vocalista tenha exorcizado seus desejos narcisistas e esteja pronto para seguir pelo rumo certo junto com o The Killers.




terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Gorillaz - Plastic Beach (2010)

Sinceramente? Damon Albarn e Jamie Hewlett podem ser considerados como dois dos maiores gênios dessa era. Não que alimentar uma banda virtual seja novidade, até por que desde os anos 60, bandas fictícias eram formadas por personagens de desenhos, mas acredito que tenha sido com o Gorillaz que o conceito de “brincar” com essa forma de entretenimento, tenha alcançado seu status mais elevado.
Apesar de Plastic Beach, terceiro álbum do Gorillaz (exclua por favor os remixes e b-sides da vida) não beber dessa mesma fonte de genialidade, ele está longe de passar desapercebido e pode, sim, conter algumas das músicas que estarão entre as mais ouvidas em seu iTunes. E olha que o disco só esquenta após sua segunda metade…
Isso mesmo. Entre as 10 primeiras músicas – de um total de 18 – somente Stylo (a primeira música de trabalho, que conta com Mos Def e Bruce Willis no clipe) é digna de referência. Mas tão certo quanto isso pode parecer contraditório, é o fato de, à partir de On Melancholy Hill, Plastic Beach soar um álbum indispensável. E há quem diga que já se trata de um dos maiores do ano. E se eu questionasse isso, não estaria escrevendo esse artigo, mesmo que tardiamente.

Plastic Beach, faíxa título e que tem a participação mais que especial de Mick Jones, é outra que traz vida nova ao estilo do grupo. Cloud of Unknowing e Pirate Jet são de beleza ímpar, e Three Hearts, Seven Seas, Twelve Moons, faixa bônus da edição de luxo, fecha o álbum de forma majestosa.
E as influências hip hop, eletrônica e dub que fizeram do Gorillaz uma banda declaradamente pertencente ao gênero trip rock estão lá, mas a essência do projeto mudou um pouco e este é um album que pode ser classificado como conceitual. À princípio, até parece difícil de ouvir, mas depois, soa como único e sensacional.
Se você já o ouviu e torceu o nariz (ou a orelha), recomendo que dê uma nova chance a esse duo. Se ainda não o fez, recomendo que corra para esse mundo de texturas sonoras, referências de estilos e imagens que fazem do Gorillaz a banda virtual mais legal que já existiu. 




Janelle Monáe - The ArchAndroid (2010)


Lembro do dia em que meu pai me apresentou a um disco dos Beatles. Era Rubber soul.
Já na metade do lado B — em Wait ou If I needed someone —, ele deslizou a agulha do vinil, interrompeu zunido da vitrola e ficamos ali, nós dois, em silêncio. Um menino de oito anos e um homenzarrão de trinta. Ele queria fazer uma pergunta séria, mas meu pai é (e sempre foi) uma pessoa que hesita antes de tomar qualquer atitude. Ele hesita. E é o que ele faz.
“Você percebe alguma coisa diferente neste disco?”, meu pai perguntou (e, já naquela época, eu sabia quando ele estava se esforçando para soar adulto. Era um desses momentos).
E eu, ainda transtornado pela experiência (e um pouco entediado: oito anos!), pensei em duas respostas idiotas. Logo em seguida, desisti de ficar tentando.
“Não percebo, pai. Quer dizer, percebo alguma coisa diferente. Mas não entendo”, e ainda cogitei acrescentar um “sou apenas um menininho babaca de oito anos, não me ensinaram o bê-a-bá da música pop, passo as tardes jogando Atari e lendo Pato Donald”, mas seria um golpe baixo. Meu pai queria queria me tratar de igual para igual e eu estava tentando me adequar à encenação. Próximos capítulos: trocaríamos ofensas sobre o jogo de futebol e conversa fiada sobre as coxas da empregada.
“Repare bem, filhão: este disco tem tudo o que você precisa saber sobre música. Tudo. Tudinho dentro de um disco. A primeira música é diferente da segunda, que é diferente da terceira. Uma coisa incrível! E aí você se pergunta: mas como essa banda conseguiu incluir to-das as invenções mais loucas do mundo dentro de um só disco? Foi o que aconteceu, Tiago: eles inventaram tudo, e fizeram tudo. Não é maravilhoso?”
Com o passar do tempo, me senti obrigado a concordar com aquele raciocínio meio inacabado, cheio de arestas: os Beatles são os Beatles e, de fato, eles inventaram um bocado de coisas.
Mas o que me intrigou (e acredito que meu pai foi o primeiro a atiçar essa enorme angústia) foi notar que, na média, a música pop se comportava exatamente como um contraponto àquele disco extraordinário que ouvi aos oito anos: em vez de surpresas e reinvenções, a maior parte dos álbuns que eu ouvia soava previsível, limitada, tão medrosa e hesitante quanto o meu pai.
Se os Beatles são o Grande Exemplo de uma banda bem-sucedida, por que as bandas não pareciam entender que, entre uma e outra faixa de um disco como Rubber soul, mora a filosofia da aventura, do risco, da ousadia, de rejeitar o conforto e tentar tudo (às vezes, tudo ao mesmo tempo)? Por que elas, as bandas, pareciam subestimar as possibilidades do pop?
O que deu errado?
Sem querer forçar comparações absurdas (mas já forçando!), o primeiro disco de Janelle Monáe soa como se tivesse sido criado por uma menininha que, sem contato com os produtos mais mecânicos do pop, ouviu um disco dos Beatles (ou do Frank Zappa, ou do Love, ou uma ópera-rock do The Who) e decidiu escrever algumas canções. Nos 68 minutos de duração, a palavra que quica é liberdade.
E é assustador perceber que, em 2010 (o ano em que faríamos contato!), esse disco aventureiro acaba soando como um filho único. Um caso excêntrico. Uma anomalia.
Os críticos se espantam com a variedade de gêneros musicais e comparam o álbum a outros “patinhos feios”, tão raros se transformaram em referências de “creative writing”: The love below, do Outkast, Sign o’ the times, do Prince, Odelay, do Beck (eu incluiria nessa lista Hello nasty, do Beastie Boys, ainda que o disquinho tenha sido penalizado pelo tempo). O que deveria ser norma — faça o que você quiser, como John ensinou! — passa como exceção. Infelizmente.
Mas The ArchAndroid está aí para nos lembrar que o pop é um país mais vasto do que a sala de estar do Timbaland (ou o umbigo de Kanye West).
A narrativa nos engana a cada dobra de página. Começa com arranjos de orquestra à High Llamas (uma cama de melodias sessentistas pós-Smile) e vai se adequando a alguns padrões do hip-hop mais radiofônico (Dance or die é um hit até bem genérico), entrando e saindo dos trilhos de um típico álbum de musa-soul-que-curte-indie-rock.
O alcance é tão largo (de rhythm and blues a folk britânico, Janelle vai experimentando uma dezena de nichos e combinações improváveis) que ele às vezes soa como um “book fotográfico” muito pomposo, uma maratona sem fim. Nas primeiras audições, fiquei um pouco desconfiado: o excesso de referências não seria uma forma de desviar nossa atenção para o fato de que as canções não são exatamente extraordinárias?
Sim e não. Honestamente: faixas como Locked inside (num clima tropical, alegrinho) e Wondaland (mais doce que um pote de pasta de amendoim) soariam quase gratuitas num disco da Santigold ou até da Madonna. Mas a graça está na forma como Janelle vai organizando e desorganizando essas faixas, num fluxo louco de informações que acaba por nos desorientar.
É simplesmente incompreensível, por exemplo, a inclusão de uma faixa como Make the bus, que é uma música do Of Montreal, interpretada pelo Of Montreal e que poderia estar em qualquer disco do Of Montreal. Divertida, mas o que ela faz num álbum conceitual inspirado em ideias do afrofuturismo que narra a saga de um androide messiânico?
(O lançamento recente que mais se aproxima deste, em aflição e atitude, é Hidden, do These New Puritans. Acredite)
E o desfecho do disco, que vai se desintegrando nas sombras de um filme noir? Não combina coisa nenhuma com um batidão como Cold war (puro Gnarls Barkley) ou com o romantismo cool de Say you’ll go. São três, quatro, cinco álbuns sacados das paradas de sucessos e convertidos num único Frankenstein.
Entendo por que Janelle vive repetindo a palavra ‘schizo’. Esquizofrenia pop é o rótulo mais adequado.
Depois da quinta audição, e recomendo que você continue tentando!, o álbum me parece muito mais coeso do que eu imaginava. As peças se encaixam graciosamente e o que se destaca é uma voz curiosa, mutante. Um olhar. Se este disco deve ser encarado como um cartão de visitas, ele diz o seguinte: não vou chegar a lugar algum e esta é a graça.
Meu pai entenderia. Eu ainda estou me sentindo como um menininho de oito anos.




segunda-feira, 31 de maio de 2010

Vampire Weekend

Vampire Weekend é uma banda de indie rock de Nova York que foi formada em 2006, mas começou mesmo a fazer sucesso a partir de 2008, quando lançou seu primeiro disco, “Vampire Weekend”, com hits como "Cape Cod Kwassa Kwassa", "Mansard Roof" e "A-Punk". O grupo é formado por Ezra Koenig (vocalista, guitarrista), Chris Tomson (baterista), Chris Baio (baixista) e Rostam Batmanglij (teclado, guitarra, 2ª voz).
Os membros da banda se conheceram enquanto frequentavam a Columbia University e produziram eles mesmos seu primeiro álbum depois de se formarem. Sua fama começou em uma plataforma que hoje em dia tem se tornado cada vez mais comum para divulgar novas bandas: a internet 2.0 com os blogs, MySpace, Twitter e mais uma infinidade de redes sociais.

 
Vampire Weeekend) (2008)

 
Contra (2010)

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Tilly and the Wall - Wild Like Children (2004)

Atendendo a pedidos. Espero que seja esse o cd Mari.

Tilly and the Wall é uma banda indie/pop surgida de Nebraska, Omaha. A origem do nome veio de um livro infantil intitulado "Tillie and the Wall" (Tillie e a parede), escrito por Leo Lionni.
Sua particularidade, além de suas músicas bem diferenciadas, é que no lugar de uma bateirista, possuem uma sapateadora, produzindo uma batida peculiar. Música de muito bom gosto, com diferenciados artistas.

1. Fell Down the Stairs
2. Nights of the Living Dead
3. Bessa
4. You and I Misbehaving
5. Reckless
6. Let it Rain
7. Shake It Out
8. A Perfect Fit
9. I Always Knew
10. The Ice Storm, Big Gust, and You



sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Passion Pit - Chunk of Change (2009)

O Passion Pit fez sua estréia em setembro do ano passado, com o EP Chunk of Change (um ótimo modelo quando se procura ouvir bom electropop), e desde então vem despertando a atenção de muita gente, mesmo sem agradar a gregos e troianos. Tanto o nome da banda quanto o título do disco não devem ser muito estranhos pra você. Arriscaria dizer, inclusive, que ambos têm se tornado muito familiares nos últimos meses. Isso porque a banda, que nasceu lá em Massachusetts em 2007, ganhou muita visibilidade da mídia blogueira entre setembro de 2008 e janeiro de 2009, quando apareceu na lista de “Sound of 2009″ da BBC e foi citada como aposta de pessoas que realmente entendem de música.
A partir daí, a difusão tornou-se inevitável. Com quatro caras de nomes incomuns (Hultquist, Adhamy, Apruzzese e Donmoyer) liderados pela voz embriagada de Angelakos (!), o Passion Pit pode não descer bem no primeiro momento, mas a má impressão logo passa – ou, pelo menos, passou pra mim. As maiores encarregadas dessa aprovação abrupta são, claro, as duas últimas faixas do EP, ‘Better Things’ e ‘Sleepyhead’ que, ao mesmo tempo em que soam completamente inéditas e anti-clichês, viram alvos de inúmeros rótulos bem tradicionais.
Bem, os rótulos são inevitáveis. Sempre são. E, neste caso, que atire a primeira pedra quem não tirou Nights Out, do Metronomy, ou o Oracular Spectacular, do MGMT, do fundo da memória pra fazer alguns pares de comparações. Pois ouvir Passion Pit é como experimentar essas bandas no auge de seu experimentalismo, antes de venderem um pouco de sua identidade para suas respectivas gravadoras. Curioso, não?
Mesmo Chunk of Change adiando suas melhores músicas para o final do tracklist, não deixe de gozar de seus momentos iniciais, saboreando bem ‘Smile Upon Me’ e ‘Cuddle Fuddle’. Também vale conferir a versão “Wake Up” de ‘Sleepyhead’, lançada como bonus track com a participação fantasma da francesa Yelle.






segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Wilco - Yankee Hotel Foxtrot

Há muito tempo atrás existiu uma banda chamada The Beatles. Em 66 eles lançaram um álbum chamado Rubber Soul. Um louco que atendia por Brian Wilson ouviu esse disco e teve certeza de que podia fazer melhor. Foi assim que nasceu Pet Sounds, um dos mais belos discos que o pop já pariu. Todos os quatro beatles ficaram de cara, principalmente Paul McCartney, que encontrou em Pet Sounds a pop perfeito, segundo ele próprio, em God Only Knows.
Os quatro carinhas de Liverpool entraram em estúdio e saíram com Revolver. Não se deram satisfeitos e foram ainda mais além, dando de presente para o mundo Sgt Peppers Lonely Hearts Club Band, só pra gente lembrar o quanto é possível ser genial em apenas três minutos.
Brian Wilson ouviu Sgt Peppers e enlouqueceu, literalmente. Juntou os restos dos Beach Boys e começou a trabalhar em um álbum chamado Smile, que nunca foi lançado. Até hoje, quem teve acesso as muitas versões piratas de Smile diz que o disco é tragicamente genial. Brian entrou em parafuso e só voltou da viagem no começo dos anos noventa. Enquanto isso, os Beatles gostaram de provar que eram gênios e lançaram mais duas obras-primas: o White Album e Abbey Road.
Tudo isso pra dizer que grandes discos não trazem apenas grandes músicas. Eles geram grandes filhos. Yankee Hotel Foxtrot, do Wilco, ultrapassa todos os limites que um dia eu imaginei que o pop possuísse. Não se trata apenas de uma coleção de musiquinhas simpáticas e bonitinhas. YHF é o desabafo de uma geração, a prova de que não apenas se ouve música com o coração: se faz também.
Não sei ao certo ainda o impacto destas três letras sobre a minha vida. Os filhos que YHF gerou no meu cotidiano ainda dão frutos. Foi através do choque que o primeiro contato com Jesus etc causou na minha cabeça que eu descobri um monte de outras coisas. Blues Traveler com Hook e Regarding Steven talvez sejam os maiores exemplos deste estrago. Mas a estrada é longa. Jack Johnson, John Mayer, Coldplay, Ben Kweller, Elliot Smith, Grandaddy, Ryan Adams: não teria capacidade de entender nada disso se YHF não tivesse aberto um buraco ligando a minha cabeça ao meu coração.
Provavelmente ainda vou escrever muito sobre isso. Talvez textos melhores, em que eu consiga colocar em palavras o que é impossível de descrever. Mas, por enquanto, fico por aqui, com a certeza absoluta de que os ecos de Jesus etc e How To Fight Lonelliness ainda não fizeram todo o barulho que podem fazer.



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terça-feira, 20 de outubro de 2009

Brendan Benson

Conheci esse cara pelo seriado Skins. Na hora que a Cassie começa a dançar no seu episódio, na primeira temporada. Depois disso, o som não me saiu da cabeça, mas nunca postei nada sobre ele. E hoje deu vontade. Apesar de gravar em casa e da maneira mais lo-fi possível, ele não segue a linha garageira que recolocou a cidade de Detroit na primeira divisão do mapa do rock americano. Na verdade, nem mora mais lá – trocou a fria cidade industrial do norte pelo sol e o calor da Califórnia. Brendan Benson aposta em doces melodias, belas harmonias e homenagens a ídolos do passado, como Beatles, Kinks, Big Star, Marc Bolan e Paul McCartney & Wings. Abonico R. Smith aprova o mais recente álbum do artista, Lapalco.
Recentemente, a cidade de Detroit voltou a chamar atenção. De lá saiu uma nova geração de sons garageiros – puxada por bandas como White Stripes e Von Bondies – que recolocou o pólo automobilístico na primeira divisão do mapa do rock americano. Contudo, entre esquisitices e gravações primando pelo lo-fi um nome parece soar meio deslocado de toda essa turma – provavelmente pelo fato dele nem morar mais lá – trocou a fria cidade industrial pelo sol e o calor da California.
Brendan Benson faz tudo sozinho (ou quase, dividindo em algumas faixas as funções de compositor, arranjador e músico com o parceiro Jason Faulkner, mais conhecido por ter tocado guitarra no Jellyfish, na primeira metade dos anos 90) e em casa, da maneira mais lo-fi possível.

My Old,Familiar Friend (2009)

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Alternative Love (2005)
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Folk Singer (2002) EP
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La Palco (2002)
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One Missippi (1996)

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terça-feira, 29 de setembro de 2009

Sondre Lerche - Todos os discos !

Quem me conhece, sabe que eu adoro tocar as músicas desse cara....Sondre Lerche parece ter a fórmula do pop guardada a sete chaves em um vidrinho. Não importa o gênero em que esteja trabalhando - indie pop, jazz, garage rock -, o cantor norueguês sempre cria melodias certeiras, capazes de fazer qualquer um sair cantarolando-as após uma única escutada. Em seu novo álbum, intitulado Heartbeat Radio, lançado esta semana, não é diferente. Lerche soma todos os elementos de seus discos anteriores, criando um álbum orquestral consistente e deliciosamente pop.
Com apenas 26 anos, o jovem cantor/compositor acumula cinco discos em sua carreira. Seu álbum de estréia, Faces Down (2002), foi um grande sucesso na Noruega, entrando na lista dos 50 melhores álbuns do ano da revista Rolling Stone. Em 2004, lança Two Way Monologue, com o mesmo indie pop despretensioso do disco anterior. Dois anos depois, Lerche envereda pelo jazz, gravando Duper Sessions com a banda Faces Down e o pianista Erik Halvorsen. Em 2007, é a vez de Phantom Punch, seu álbum rock, com um som mais agressivo; e a trilha do filme Dan in Real Life. E em 2009 Heartbeat Radio. S E N S A C I O N A L !!!.

Para quem acha que estou pop, as pessoas evoluem. O que costumo postar aqui, são bandas independentes que não tocam muito aqui. Rock ou a música, não se resume só ao metal. Alguns vão para outros sons e afins. Nada contra e respeito muito. Mas eu ainda prefiro continuar na minha linha. KPM, as músicas abaixo são para você.
Faces Down (2002)

Two Way Monologue (2004)


Sondre Lerche - Duper Sessions (2006)

Phantom Punch (2007)

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Dan in Real Life (2007)

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Heartbeat Radio (2009)

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terça-feira, 19 de maio de 2009

Aqualung - Todos os discos





Aqualung é o nome artístico de Matt Hales, um cantor e compositor inglês… filho de um casal proprietário de uma loja de discos em Southampton, começou cedo (aos 4 anos de idade) a encantar - ao piano - os serões de família. A diversidade musical em que cresceu foi talvez o ingrediente fundamental para a pop desarrumada mas (talvez por isso) fértil que hoje produz. Strange And Beautiful (2005) assinalou o seu lançamento no mercado americano e não é mais do que uma coletânea dos seus dois primeiros discos: Still Life e Aqualung. Ambos alcançaram um relativo sucesso no mercado inglês, principalmente com Strange & Beautiful (I’ll Put A Spell On You), que a Volkswagen aproveitou para um dos seus anúncios, e Brighter Than Sunshine, que viria a ser incluido na banda sonora de A Lot Like Love. Este lançamento americano precedeu um novo acordo com a Columbia Records para o lançamento mundial dos discos de Aqualung, servindo Strange & Beautiful como o primeiro disco dessa discografia universal. Em Memory Man, lançado oficialmente em março de 2007, Matt Hales incorporou novos elementos na concepção do disco que atingiu um patamar muito elevado. Sentimentos à flor da pele num artista promissor em constante crescimento. Aqualung é acima de tudo um compositor ao piano e essa vocação é inteiramente assumida nos seus temas. A forte educação clássica está presente nos arranjos e orquestrações de todos os temas. Matt Hales assume as composição musical e a produção de todas as faixas e reparte as letras com vários autores.

Aqualung (2002)

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Still Life (2003)

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Strange and Beautiful (2005)

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Memory Man (2007)

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Words and Music (2009)

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