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sábado, 10 de maio de 2014

French Kicks - Swimming (2008)

Ando sem inspiração para escrever. Não sou mais o mesmo... Enfim, Bandas são como amigos. Bons amigos são difíceis de encontrar, mas uma vez que você os encontrou você nunca deixá-los ir. Eu nunca vou deixar esta banda.





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domingo, 16 de outubro de 2011

Bon Iver - Bon Iver (2011)

Ao colocar o próprio nome em um disco, o artista se predispõe a reunir ali tudo aquilo que o define musicalmente, criando então uma obra à sua imagem e semelhança. Bom, pelo menos é assim que deveria ser.

Mas ao invés disso, Justin Vernon (a mente por trás do Bon Iver), optou por contaminar sua sonoridade límpida, caracterizada pelo folk ambiente, com elementos estéticos de natureza orgânica e eletrônica (de uma forma parecida -- porém mais sutil -- com o que aconteceu ao The Antlers em Burst Apart).


No álbum anterior, o sensacional For Emma, Forever Ago (Jagjaguwar, 2008), o instrumental suave permitia à voz também suave de Vernon sobresair-se quando necessário, para depois se perder entre dedilhados de guitarra ou acordes de piano -- tão simplista quanto genial.

Bon Iver, o álbum, contém momentos de igual equilíbrio e lucidez, como em Minnesota, Holocene, Michicant e Wash, mas também se permite enveredar por tons mais diversificados, o que na maioria das vezes funciona incrivelmente bem: é o caso de Perth, Towers e da bela Calgary (que ganhou um clipe igualmente interessante).

As incursões mais ousadas até podem causar estranhamento a alguns, mas não comprometem muito o conjunto da obra. Hinnom,TX trás manipulações vocais e uma levada synth-pop que é a cara do Oh No Ono -- e até me arrisco a dizer que é uma das faixas mais agradáveis do disco. Já a balada oitentista massante Beth/Rest não caiu muito bem. Enjoativa e descompassada demais, ela está nitidamente deslocada do restante do álbum.

Ao final, o maior mérito de Bon Iver pode não ser a capacidade de expressar fonograficamente o que representa a banda Bon Iver ou o músico Justin Vernon, mas sim a atitude de buscar novos horizontes, a coragem para abandonar a zona de conforto e se aventurar.






Seu nome não é Emma. Mas pode trocar por seu nome, ok? É do disco anterior.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Fionn Regan - The Shadow Of An Empire (2010)

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Middle Distance Runner - The Sun & Earth (2009)

O álbum é bom. Somente isso posso dizer...



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terça-feira, 3 de maio de 2011

The Boxer Rebellion

Quando eu estive em Londres, eu vi o show dos caras e a música "if you run" era lançamento. E essa música me fazia pensar em você. Eu estou com saudades, não consigo ficar longe. Preciso dar um jeito nisso. Te amo loucamente. Não consigo viver sem você. Espero que você leia este breve relato.
Vou falar um pouco da banda. Ah, a música no vídeo é para você.
Imagine uma banda que, com todas as reviravoltas possíveis, tinha motivos mais do que suficientes para esquecer de uma vez por todas essa história de música, cair na frustração e implodir todo o seu projeto inicial. Esse é o The Boxer Rebellion, um quarteto britânico composto pelo australiano Todd Howe (composição e guitarra), o americano Nathan Nicholson (vocal e guitarra), e os ingleses Adam Harrison (baixo) e Piers Hewitt (bateria).
Após o lançamento do primeiro EP auto-intitulado, em 2003, os caras estavam de malas prontas para entrar em turnê com bandas como o The Killers, quando Nathan, o vocalista, descobriu que estava com câncer. Eles, é claro, tiveram que cancelar tudo.Depois de um ano de recuperação, o quarteto pensou que, finalmente, teria seu grande momento ao lançar seu CD de estréia, o “Exits”. Porém, como se toda a agonia e desespero do ano anterior não tivesse sido suficiente, a gravadora com que eles haviam assinado o contrato, simplesmente faliu. Sorte, não?
Depois dessa maré de azar, a banda decidiu lançar seu segundo álbum de estúdio, cujo título, de acordo com eles, dava significado ao que havia os mantido juntos. O álbum “Union” foi então lançado, com um detalhe: somente pelo iTunes. Com a sorte finalmente dando uma chance ao grupo, eles se tornaram a primeira banda independente a entrar na lista das 100 mais da Billboard, em vendas digitais. E no final de 2009, o iTunes declarou “Union” o álbum alternativo do ano.
Em 2011 lançaram seu terceiro álbum “The Cold Still”, mas dessa vez com o produtor Ethan Johns, que já trabalhou com bandas como o “Kings of Leon”. Com uma sonoridade meio Radiohead e meio The Verve, vale a pena conferir essa banda que, em meio a tantas idas e vindas, conseguiu fazer maravilhas.

Exists (2005)

Union (2009)

The Cold Still (2011)

The Boxer Rebellion - EP (2003)


domingo, 24 de abril de 2011

Belle & Sebastian

Fiquei um tempo sem postar nada... Eu estou apaixonado, sabem como é... você não pensa em mais nada, enfim.... Vamos falar da banda.
Uma banda que não toca ao vivo e nem concede entrevistas, não pode ser considerada normal. E essa palavra definitivamente não tem a ver como o Belle & Sebastian, estudantes que quase sem querer, tornaram-se um dos maiores nomes do ‘underground’.

Proveniente da Escócia, o grupo começou a tocar em meados dos anos 90 quando Stuart Murdoch e Stuart David, após algumas indicações e testes fecharam o ‘line up’ com Isobel Campbell, Chris Geddes, Stuart Jackson e Richard Colburn.
Estrearam com “Tigermilk”, que teve tiragem inicial de mil cópias, todas em vinil. Um desses discos caiu nas mãos de um crítico local, que teceu ótimos comentários sobre eles. A procura pelo Belle & Sebastian crescia a cada dia, mas ninguém sabia quem eram e nem como eram as pessoas responsáveis por aquele som.

Mesmo com a proposta de grande gravadoras, sentem a liberdade artística ameaçada e assinam com a independente Jeepster.

O Belle & Sebastian começa a ficar internacionalmente conhecido a partir “If You´re Feeling Sinister”, em 1997, e“The Boy With The Arab Strap”, em 1998. Só depois disso os integrantes começam a dar as caras, matando a curiosidade de muitos e decepcionando outros, que gostavam da banda justamente pelo mistério.

Ficam ainda mais comercias com o quarto trabalho, “Fold Your Hands Child, You Walk Like A Peasant” e, logo a seguir, Stuart David é substituído por Bob Kildea. A gravadora brasileira Trama lança os quatro discos da banda e os EPs. Já se apresentando em diversos países e aceitando a fama que lhes foi dada, passam pelo Brasil para tocar no Free Jazz Festival, em 2001.

“Storytelling”, trilha sonora usada em um filme homônimo, saiu em 2002. Ao longo dos anos, o Belle & Sebastian provou que, apesar de mundialmente conhecido, ainda é fiel às suas raízes e não se deixou iludir pelo sucesso. Em 2004 os suecos lançaram o DVD “Fans Only”, que retrata a fase vivida na Jeepster com videoclipes e muitas cenas ao vivo.

No final do mês os fãs do grupo podem conferir a coletânea “Push Barman To Open Old Wounds", que irá reunir grandes sucessos da banda de 1997 a 2001, incluindo “This is Just a Modern Rock Song”, “Dog on Wheels” e “A Century of Fakers”.

O próximo trabalho da carreira da banda veio com o disco “The Life Pursuit”, lançado em 2005. O álbum, gravado em Los Angeles, contou com a produção de Tony Hoffer e teve a música “Funny Little Frog”, como primeiro single.

No mesmo ano o Belle & Sebastian colocou nas lojas uma versão ao vivo do álbum “If You’re Feeling Sinister”, de 1996. O material foi gravado durante um show da banda no festival All Tomorrow’s Party, no mês de setembro. Toda a renda obtida com as vendagens do disco, que estará a venda na loja virtual iTunes, deve ser revertida às vitimas do furacão Katrina.

Belle & Sebastian - 1996a - Tigermilk



Belle & Sebastian - 1996b - If Your're Felling...
                                                                    

Belle & Sebastian - 1998 - The Boy With The ...


Belle & Sebastian - 2000 - Fold Your Hands...


Belle & Sebastian - 2002 - Storytelling


Belle & Sebastian - 2003 - Dear Catastrophe...


Belle & Sebastian - 2006 - The Life Pursuit





domingo, 30 de janeiro de 2011

Brandon Flowers - Flamingo (2010)

Quando o primeiro disco solo de Brandon Flowers estreiou e logo estava nos primeiros lugares nas paradas. Isso não foi surpresa para ninguém que acompanhou a divulgação maciça que o vocalista vinha fazendo de “Flamingo”, antes mesmo dele estar pronto. Apesar de ser interessante mais por ser a primeira incursão de um Killer pela solitária carreira sem o grupo do que por sua música em si, certo mesmo é que este trabalho começou a ser criado já com a certeza de sucesso, mesmo que para isso muitos fãs da era Sam’s town tenham que sair frustrados com isso.
Flowers é um paradoxo ambulante. Chama a atenção pela estranheza que as palavras mórmom e rockstar causam quando colocadas juntas associadas a sua figura. Ao mesmo tempo, em certos momentos aparenta ser apenas um bom pai de família que alcançou o estrelato meio sem querer e por isso parece fora de seu habitat natural. Ele também começou a trabalhar em “Flamingo” com a desculpa de ser viciado em trabalho; já que seus companheiros de banda queriam descansar após turnês e discos quase consecutivos, ele tinha a necessidade de continuar na labuta, mas o que aconteceria por uma mera aversão ao ócio parece ser mais baseado na necessidade de estar embaixo dos holofotes.
Musicalmente falando, “Flamingo” não é um disco ruim. Na verdade, é repleto de hits em potencial. Já de saída “Welcome to Las Vegas” é uma ode à Sin City que tenta romantizar a cidade e colocá-la no imaginário de uma nova geração da mesma forma que um dia Bruce Springsteen fez com Nova Jersey. Pensando na forma como esse cd foi trabalhado junto com o produtor Stuart Price, a lembrança Springsteeana que ecoa na primeira faixa não parece mera coincidência. The Boss sempre foi um dos maiores ídolos de Flowers e a vontade de seguir os passos de ídolos como ele e Morrissey é algo que o discípulo nunca fez muita questão de esconder.
“Crossfire”, primeiro single com direito a clipe hollywoodiano com Charlize Theron, deixa um pouco a desejar. Demora para se tornar minimamente memorável uma vez que soa como os piores momentos do esquecível Day and Age. Já o dueto com Jenny Lewis em “Hard Enough” funciona, simplesmente. Os melhores pontos de “Flamingo” são justamente aqueles em que Brandon não se leva tão a sério, como se entrasse no cassino pronto para perder tudo e sair feliz da vida, como nas faixas “Jilted lovers and broken hearts” e na adorável “Was it something I Said?”, que comprovam que Flowers costuma ser o melhor dessa nova geração quando chega a hora de beber na fonte dos pop anos 80.
No fim de sua primeira tentativa solo, Brandon acaba se saindo melhor do que o esperado. Para quem ficou frustrado com “Flamingo”, resta torcer que o vocalista tenha exorcizado seus desejos narcisistas e esteja pronto para seguir pelo rumo certo junto com o The Killers.




terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Two Door Cinema Clube - Tourist History (2010)

Essa banda já estava nos meus planos há tempos para fazer um post, mas ainda não tinha feito porque queria caprichar. Considero o melhor lançamento do ano, até agora, claro. 
O Two Door Cinema Clube vem da Irlanda do Norte, mesma terra do The Undertones, do Ash, do The Divine Comedy e do Snow Patrol (apesar de esta última banda de ter sido formada na Escócia). Seus membros decidiram não fazer faculdade e entrar de cabeça no mundo da música. Um fato curioso: nenhum deles é baterista, o que os levou a experimentar batidas eletrônicas no Mac de um deles. Essa mescla, na medida certa, de sonoridades eletrônicas com a já consagrada levada indie chamou a atenção do selo francês Kitsuné, que assinou com os caras quando ainda possuíam apenas umas 5 canções. A primeira música lançada foi “Something Good Can Work”, que rodou as casas norturna da Inglaterra e caiu nas graças de vários DJs conhecidos da região, como Steve Lamacq.
Desde então lançaram os singles “Undercover Martyn” e I Can Talk”, tão boas que disponibilizarei ambas aqui para vocês. As duas fazem parte do disco de estréia “Tourist History”, cujas faixas nunca me cansarei de recomendar. Na minha opinião, é a nova banda que ouvirei todo mundo cantando de cor quando botá-la para tocar nas baladas, como aconteceu com o Phoenix, ano passado.


Here We Go Magic - Pigeons (2010)

Formada como uma banda de um homem só pelo multi-instrumentista Luke Temple(que lançou seu primeiro lp em 2009), agora a formação do HERE WE GO MAGIC conta mais quatro integrantes que mantém a qualidade sonora do grupo num álbum que sabe mesclar muito bem o pop e climas psicodélicos.




quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Arcade Fire - Suburbs (2010)

Passei este fim de semana ouvindo (e pensando na minha futura namorada !) The suburbs, o terceiro disco do Arcade Fire.
Desconfio que seja um álbum poderosíssimo para meninos e meninas melancólicos. Perigoso, até (como O apanhador no campo de centeio é, sim, um perigo, estive lá!). Eu, que já estou noutra (e hoje sou um adulto quase seguro de mim mesmo, quase saudável, pronto para ter um filho e mudar o mundo), o admiro como uma obra sobre um período, sobre uma fase da vida, um disco que consegue se aproximar dos sentimentos de quem cresce trancafiado em quadras silenciosas (no caso mais específico do disco, em subúrbios confortáveis, organizados e medonhos).
Os personagens têm tudo e não têm nada, têm tudo e ainda não sabem o que querem, têm todo o silêncio do mundo à disposição. E não se movem (apesar do desejo intenso, quase louco, por movimento, por ruptura, por uma vida diferente). “Nós costumávamos esperar por um tempo que nunca chegou”, resume Win Butler, nosso narrador-protagonista, amargo e desiludido e olhando para o teto.
No álbum de estreia do Arcade Fire, Funeral, de 2004, a morte acendia e apagava as luzes da vizinhança – era a ameaça que varria o cotidiano, e ela estava lá. Neon bible, de 2007, era uma viagem a um mundo de pesadelos (e de goth rock oitentista, meio maçante e tedioso). Menos surreal, The suburbs soa como uma continuação dos temas de Funeral, mas com uma diferença cruel: em Funeral, a tristeza era provocada pela perda de pessoas queridas. Em The suburbs, o desespero aparece com a dificuldade de seguir com a vida, de escolher um futuro, de pegar as chaves do carro e sair.
“Quando as primeiras bombas caíram, nós já estávamos entediados”, explica Butler, na faixa-título (que praticamente resume o universo do disco). E continua: “Os meninos querem ser durões. Mas nos sonhos estamos ainda gritando.” E continua: “Todos os muros que eles construíram nos anos 70 finalmente caíram. Eles não significaram absolutamente nada.”
E (que pancada!) é só o começo de um álbum que vai à estratosfera sem sair do quarto.
Butler é dos nossos: acompanha os personagens com a autoridade de quem viveu sensações parecidas (e quem não viveu?). Desde a primeira música, estamos com ele. Não há movimentos em falso. Desta vez, o Arcade Fire nos ganha por uma questão de cumplicidade. A banda está do nosso lado (está no nosso mundo) mesmo antes de decidirmos se queremos ou não acompanhá-la. Butler canta para a própria geração, para os meninos e meninas da América (e do Canadá, e da minha quadra silenciosa). Canta para uma multidão que provavelmente retribuirá em estádios lotados e com olhos cheios de lágrima.
É esse tipo de disco.
E o que ainda me impressiona (e já ouvi o álbum mais de uma dezena de vezes) é como esse laço que a banda cria com o público acaba por anular quase todas as fraquezas do disco. E (como não?) há fraquezas. É um álbum excessivamente longo, para começo de conversa. Que deixa a impressão de que três ou quatro faixas poderiam ter virado lados B de singles. É um álbum musicalmente conservador – que, no máximo, arrisca alguma combinação de Bruce Springsteen com Brian Eno e David Bowie fase Low (e quem fez isso recentemente? Quem? Quem? Cold-o-quê?). É uma dessas óperas-rock que não vão longe demais.
(Aliás, é curioso que Butler tenha falado nos “muros dos anos 70″, já que este disco inteiro parece criado com tijolinhos do rock dos anos 70, do punk de Month of may ao prog de Suburban wars ao soft rock de Modern man ao stadium rock de City with no children e ao clima new-wave de Mountains beyond mountains, que é quase uma versão lo-fi de Heart of glass).
Mas, é claro, é um disco que quer conquistar o mundo. E, hoje em dia, quantos discos querem conquistar o mundo? Não que isso seja mérito (e revistas como a Rolling Stone vão tentar convencê-los de que é sim um mérito). Eu mesmo prefiro os discos que não querem conquistar o mundo (ou que desprezam essa ambição muito ultrapassada, tão mid-eighties). The suburbs é Joshua Tree, é Born to run, é Use your illusion, é (sim, engulam) Viva la vida e é todos esses álbuns-monumentos family-size, grandes demais para nossos mundinhos. Estátuas de pedra, entertainment, quase autoparódia.
O fator-estranheza, no caso de The suburbs, é que esse porte épico parece contradizer um discurso introspectivo. Os hinos do Arcade Fire são frágeis e tristes, são hinos para consumo individual, hinos em cápsulas, hinos dos solitários. Mas, antes que eu cometa um erro muito feio (e eu já ia cometendo), devo notar que essa aparente contradição acaba se convertendo em força. Já que as melodias parecem ecoar os sentimentos gigantescos de personagens pequenos. The suburbs é, se prestarmos atenção, o som dos desejos que não se concretizam.
Um disco planejado para soar mundano (a faixa de abertura, por exemplo, é até contida para os padrões da banda; idem para Deep blue e Wasted hours) e espetacular. Talvez um salto maior do que as pernas, mas um salto. Talvez não funcione totalmente, mas eles tentaram.
Mas – como eu disse e repito – nenhuma dessas questões conceituais soa mais decisiva do que a forma como o discurso do Arcade Fire se infiltra em nossas vidas, em nossas lembranças, em nossas aflições. Não existe conclusão em The suburbs porque nossas vidas também são imprecisas. E, se o disco parece se movimentar em círculos (com trechos de melodias e de versos que se repetem), é que estamos sempre retornando às nossas casas, aos nossos antigos problemas, aos nossos sonhos mortos, às nossas frustrações e à nossa adolescência.
É que, de vez em quando, ainda nos pegamos deitados na cama olhando para o teto e decepcionados e melancólicos e sem ter para onde ir e o silêncio lá fora. Mesmo adultos. Não é simples como parece.
Mas pensar em você, me devolve a vitalidade e me faz lembrar de que eu e o mundo, ainda tenhamos jeito.




segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Neil Young - The Greatest Hits (2004)

C, Coletânea que abrange boa parte (mas não tudo) da carreira do mestre Neil Young (nascido em 1945, em Ontario, Canadá), que mescla muito Folk, Country e Rock. Se você ainda não conhece a voz anasalada e as letras ácidas de Mr. Young, aqui está uma boa pedida pra começar... Confira!





quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Eulogies - Here Anomymous (2009)

Foi criado há cerca de três anos, em Los Angeles, California. Seu primeiro disco homônimo foi lançado em Setembro de 2007, Em Abril de 2009 lançaram seu segundo trabalho "Here anonymous"; Inicialmente "Here anonymous" surge como um álbum indie agradável, mas em pouco tempo você é cativado pelas canções enganadoramente simples, vestidas de um belo instrumental e ao tão suave.




quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Me You Us Them - Pos-Data (2010)

C, ultimamente venho me impressionando com o alto nível dos lançamentos shoegazers nos últimos anos. A cada dia descubro uma pérola atrás da outra dentro deste gênero tão obscuro e distinto do rock moderno. O achado da vez é esse Post-Data, do grupo novaiorquino Me You Us Them.
Shoegaze turbinado com post-punk e recheado de texturas e muito groove. É difícil não se render à enxurrada de guitarras distorcidas, riffs angulares, batidas enérgicas e vocais grudentos que permeiam os 41 minutos do disco. Suas dez canções são tão intensas e viciantes que nem me arrisco a eleger uma melhor, embora considere a audição das faixas Re-Entry, Drugs, Big Time e iQuit obrigatória pra qualquer amante do rock que se preze.
Com este álbum o MYUT já se consagra como uma das grandes promessas dessa nova geração do shoegaze. Absolutamente sensacional!
C, se você gostou, acene com a cabeça.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Bombay Bicycle Club - Flaws (2010)

Depois do empolgante I Had the Blues But I Shook Them Loose (2009) os londrinos do Bombay Bicycle Club decidiram simplesmente mudar tudo. Colocaram de lado os hits dançantes, os riffs, distorções e toda aquela pegada que fez do grupo uma das grandes revelações da música indie no último ano.

Em Flaws a banda se reinventa, arriscando-se por tons mais acústicos, tranquilos. O disco conta com algumas releituras de sucessos do debut, vide Dust On The Ground, que recebeu uma roupagem folk -- bem diferente da pegada dance-rock da versão original. Há também dois ótimos covers: Fairtyale Lullaby, de John Martyn e Swansea, de Joanna Newsom.
Essa mudança repentina do indie rock dançante para o acústico poderia até provocar uma sensação de estranhesa e decepção, mas não é essa a impressão que fica após os 33 minutos de Flaws. A tranquilidade perpassada pelos dedilhados suaves do violão, a beleza das letras e a voz desconcertante de Jack Steadman fazem deste um registro de extremo bom gosto, demonstrando que o BBC tem maturidade e talento suficientes para mudar sem perder a qualidade.







quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Shugo Tokumaru - L.S.T (2005)

Apelidado de "o Sufjan Stevens japonês", esse jovem prodígio de Tóquio faz um som experimental baseado no lo-fi, misturando violões e outros instrumentos mais exóticos em arranjos intrincados e profundos, como poemas sonoros. E apesar das comparações ao músico de Michigan, Shugo Tukomaru demonstra ir muito mais fundo em seu próprio mundo musical -- brincando com os sons de uma forma mais ousada e tendo idéias muito mais inventivas que o próprio Sufjan.

L.S.T. (Active Suspension, 2005) -- oficialmente o segundo disco do músico -- é uma viagem acústica através de um mundo formado por camadas e texturas de cordas, pianos, sinos, apitos e xilofones. Um álbum cheio de melodias sofisticadas e ritmos ora lineares, ora dinâmicos. Uma obra de muito bom gosto, altamente recomendada para apreciadores de música folk, lo-fi e experimental.




sábado, 18 de setembro de 2010

1973 - Bye Bey Cellphone (2010)


C, acho que você vai se amarrar nesta banda. 1973 é um trio de indie pop formado pelos franceses Nicolás Frank, Jerome Thibaut e Barbillon Plasseraud, companheiros de escola e de futebol que resolveram se reunir pra fazer música. Em 2007 eles gravaram alguns demos e depois um par de EPs, que culminaram com o lançamento do long-play Bye Bye Cellphone.

Unindo a melhor do folk e do indie pop moderno com influências claras dos anos 70, o trio parisiense mostra já em seu primeiro disco que tem muito, muito potencial. Debut tranquilo e sossegado, onde podemos encontrar bons temas, belas vozes, composições refinadas e um sem fim de boas sensações.

Bye Bye Cellphone não vai mudar a vida de ninguém, mas certamente pode proporcionar momentos muito agradáveis a quem lhe dedicar alguma atenção. Ótimo disco!

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Emily Wells - Dirty (2009)

Emily Wells faz música de uma forma pouco habitual. combina a estrutura do jazz com a sensibilidade da pop mais o balanço do hip hop com arranjos orquestrais para violino. a isto tudo junta-lhe uma voz pouco menos que extraordinária. É qualquer coisa de muito especial, aquilo que Emily nos oferece..
Quando Criança, prodígio dizem, Emily já receberia propostas de gravadoras. Recusou todas. Preferiu primeiro ganhar confiança e controle artístico no seu trabalho, fazendo uma pequena tour no seu País (USA) apresentando a sua música. Depois de se mudar de Amarillo, no Texas, para Los Angeles, Emilly construiu o seu estúdio caseiro e preparou-se para gravar o seu primeiro álbum. “Midori Sour” foi assim lançado em formato caseiro.
“Beautiful Sleepyhead and the Laughing Yaks” chegou em 2007. continha 14 músicas todos eles tocados, produzidos e mixados por ela mesmo.
o terceiro álbum, “The Symphonies: Dreams Memories & Parties”seguiu-se. para o gravar recorreu à colaboração do contra-baixista Joey Reina e do baterista Sam Halterman. Abaixo o EP de 2009, Dirt.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Beulah - The Coast Is Never Clear (2001)

Antes de ter ouvido esse álbum, eu não tinha o Beulah em grande conta. A banda era somente mais uma dentre tantas que fez fama por ressuscitar a clássica música pop dos anos 60 através de canções adocicadas e semi-sinfônicas, apenas um coletivo retrô de reconstrução de um mundo sônico feito à imagem e semelhança dos Beach Boys, dos Beatles e dos Kinks. Tudo era demasiado ensolarado, bonitinho, cheio de melodias infantilmente contagiantes, mas faltava uma certa dose de originalidade. O Beulah era como um grupelho de crianças brincando no parque de diversões da psicodelia sessentista, com um certo sabor lo-fi roubado do Pavement nas primeiras gravações, mas faltava algo de distintivo que separasse a banda da multidão. Haviam, é claro, os títulos das músicas, onde sobrava a criatividade que faltava na música ("Um Bom Homem É Fácil De Matar", "Se o Homem Pode Pousar um Homem Na Lua, Eu Certamente Posso Ganhar Seu Coração", "Eu amo John, ela ama Paul" e "Mecânica Popular Para Amantes" entre elas) Mas no fim o veredicto era: o Beulah certamente era uma das bandas menores dentre a galera da “nova psicodelia” da Elephant 6, não tão boa quanto o Neutral Milk Hotel ou o Olivia Tremor Control, mas que ainda assim conseguia ser simpática e acariciadora dos ouvidos.





segunda-feira, 31 de maio de 2010

Vampire Weekend

Vampire Weekend é uma banda de indie rock de Nova York que foi formada em 2006, mas começou mesmo a fazer sucesso a partir de 2008, quando lançou seu primeiro disco, “Vampire Weekend”, com hits como "Cape Cod Kwassa Kwassa", "Mansard Roof" e "A-Punk". O grupo é formado por Ezra Koenig (vocalista, guitarrista), Chris Tomson (baterista), Chris Baio (baixista) e Rostam Batmanglij (teclado, guitarra, 2ª voz).
Os membros da banda se conheceram enquanto frequentavam a Columbia University e produziram eles mesmos seu primeiro álbum depois de se formarem. Sua fama começou em uma plataforma que hoje em dia tem se tornado cada vez mais comum para divulgar novas bandas: a internet 2.0 com os blogs, MySpace, Twitter e mais uma infinidade de redes sociais.

 
Vampire Weeekend) (2008)

 
Contra (2010)

domingo, 4 de abril de 2010

Band of Horses

Cris, é o tipo de banda que você se amarra. Formada em 2004 na cidade de Seattle por Ben Bridwell (vocais - guitarra) e Matthew Brooke (guitarra), que anteriormente já haviam trabalhado no grupo Carissa's Wierd, a banda americana Band of Horses foi bem recebida pela crítica especializada com o seu álbum de estréia, 'Everything All the Time', lançado em 2006 pelo selo Sub Pop. A gravadora descobriu o grupo durante uma apresentação de abertura que o Band of Horses fazia para outro artista da casa, o Iron & Wine. Para os familiarizados com o indie rock, a primeira referência para a música o Band of Horses é o Flaming Lips. Principalmente pela voz de Ben Bridwell, que apresenta similaridades com a de Wayne Coyne. My Morning Jacket, Perry Farrell e Neil Young também são outras referências citadas para a música da banda, que é carregada de belas melodias carregadas de melancolia. No segundo semestre de 2006, o o Band of Horses perdeu um de seus fundadores. Matthew Brooke deixou a banda para se dedicar a outro projeto, o Grand Archives, que também assinou contrato com a Sub Pop.

Everything All the Time (2006)


Cease to Begin (2007)


Band of Horses (2005)