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sábado, 20 de agosto de 2011

Titãs - Titanomaquia (1993)

Clássico!


Este disco só pode ter esta classificação. Após a saída de arnaldo Antunes, todo mundo achava que seria o fim criativo dos Titãs.

Eis que a banda retorna com este trabalho sujo, pesado, cheio de energia e composições inspiradas.

Confesso que sou um grande fã da banda e acho que "Titanomaquia" está no mesmo nível de obras como "Cabeça Dinossauro" e "Jesus não tem dentes no país dos banguelas", a veia pop da banda é boa, mas nada se compara ao bom e velho roquenrou dos Titãs. O negócio é muito bom, roquenrou fodástico. E Branco Mello é o Ozzy brasileiro...rs

1. Será que é disso que eu necessito?
2. Nem sempre se pode ser Deus
3. Disneylândia
4. Hereditário
5. Estados alterados da mente
6. Agonizando
7. De olhos fechados
8. Fazer o quê?
9. A verdadeira Mary Poppins
10 Felizes são os peixes
11 Tempo pra gastar
12. Dissertação do papa sobre o crime seguida de orgia
13. Taxidermia






domingo, 10 de julho de 2011

Elliott Brood

Depois de um tempo de inatividade, espero colocar a casa em ordem. Trago o o Elliott Brood. Banda canadense competente, surgida em 2002.  Fizeram um longa turnê por todo Canadá abrindo shows para grandes bandas, incluindo Wilco, Blue Rodeo, The Black Crowes e The Sadies. Essa turma se divide entre o Folk, Country e Rock.

TIN TYPE - EP (2003)

AMBASSADOR (2005)

MOUNTAIN MEADOWS (2008)
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domingo, 3 de abril de 2011

Suede

Inglaterra, 1989. A música pop da ilha estava passando por um período de transformação. Bem menos acentuado que o punk, por não ter tentáculos em outras esferas além da musical, mas sabia-se que ao menos o gosto musical dos habitantes da Inglaterra não seria mais o mesmo. Os Smiths tinham acabado, o Echo & the Bunnymen perdeu Ian McCulloch pra carreira-solo e Pete DeFreitas para a eternidade, o New Order fazia intervalos cada vez mais longos entre um disco e outro, e a estrela negra do indie-dance subia. Ian Brown e seu Stone Roses levavam os amantes da boa música à loucura; era a década de 90 começando antes, como um jornalista definiu.

Muitas bandas que conquistariam grandes êxitos nos anos 90 começaram nessa época. Ride (formado em 87), Blur (de 89), Charlatans (88). Todas seguindo a cartilha dos Stone Roses. Mas uma delas, além de beber na fonte dos macaquinhos de Manchester, carregava suas letras e instrumental de androginia, cinismo, sarcasmo e ambigüidade, com traços do glitter rock de David Bowie e das letras mais cáusticas do mestre Morrissey. Também tinha um nome curto: Suede.
O Suede surgiu da inquietação de dois moleques que, apesar de não terem lá uma grande amizade, viram que poderiam criar pequenas obras-primas juntos: Brett Anderson e Bernard Butler. Anderson escrevia letras com interpretações dúbias, e Butler tinha um estilo de tocar guitarra rasgante, com ecos de John Squire e Tom Verlaine. Pegaram o nome Suede de um single de Morrissey, "Suedehead", e decidiram por apenas "suede" porque a palavra "suede" (camurça) era uma gíria londrina para "ambíguo". Nada mais perfeito.
Era hora de procurar outros membros pra banda, e não demorou para acharem alguém pra assumir a vaga do contrabaixo: Justine Frischmann, amiga de Brett, juntou-se à banda tocando o instrumento, mas logo depois encontraram Mat Osman. Justine então foi deslocada para a segunda guitarra. Pra bateria, chamaram Mike Joyce, o baterista dos lendários Smiths, recém-demitido da banda de apoio de Morrissey.
Com essa formação gravaram uma canção para uma coletânea em cassete com várias bandas pequenas de Londres, Wonderful sometimes. Os fãs de Suede hoje disputam essa fita a tapa no mercado de raridades britânico. Em seguinda, Justine deixou a banda e começou a namorar Damon Albarn, vocalista do Seymour, que depois viraria Blur. É dessa época a rixa entre Damon e Brett, que sentia uma certa queda pela garota. O Suede então decidiu que apenas Butler seria responsável pelas guitarras, e gravou um single de 12 polegadas com as músicas Art, Be my god e novamente Wonderful sometimes, mas o single nunca saiu. Algumas cópias chegaram a ser prensadas, e hoje valem uma grana violenta. Mike Joyce então saiu da banda, sendo substituído pelo baterista que permanece até hoje, Simon Gilbert.
Mesmo com o single abortado, a banda atraiu a atenção de Morrissey, que incluiu em vários de seus shows na turnê do disco "Kill uncle", entre 91 e 92, a canção My insatiable one, de autoria de Anderson e Butler. Com uma projeção maior, o Suede assinou contrato com o pequeno selo Nude, e um contrato de distribuição com a Sony Music.

Em 1992, finalmente saía o primeiro single: The drowners, onde My insatiable one aparece no lado B. Um sucesso razoável, e mais um single saiu no ano: Metal mickey, com guitarras rasgantes e as já tradicionais letras andróginas de Anderson. Em abril de 93 saía o primeiro disco, Suede. Com 11 faixas, o disco foi o trabalho de estréia mais vendido de todos os tempos até 1999, quando o primeiro trabalho do Muse tomou seu posto. Rendeu ainda mais dois singles:
Animal nitrate e So young, que atingiria a oitava posição nas paradas inglesas, assim sendo o primeiro top 10 do Suede.
Só que nem tudo era flores para o Suede. Pra começar, a poucos dias do lançamento norte-americano do primeiro disco, uma cantora americana que usava esse nome conseguiu uma liminar proibindo a banda de utilizar o nome Suede em território americano. A solução foi virar The London Suede para os ianques. Por isso, todos os lançamentos de discos nos EUA trazem o nome The London Suede. E, pra piorar, a relação entre Brett Anderson e Bernard Butler estava cada vez mais difícil, com um se queixando do outro querer roubar a cena. E ficava difícil esconder isso. Em julho de 1994, a banda entrou em estúdio para gravar seu segundo LP. Depois de um mês de gravações, Butler pediu as contas e se desligou da banda.

Como Butler não havia gravado as guitarras para todas as músicas, algo deveria ser feito quanto a isso. A banda optou por arranjos mais sofisticados, algumas das faixas foram orquestradas e Brett arriscou uma guitarrinha (embora todos os créditos de guitarras do disco tenham ido para Butler, é Brett quem toca em The power). Mas Butler saiu deixando gravadas guitarras lindas, como as de Heroine, New generation e especialmente a de We are the pigs.

Dog man star foi lançado em outubro e, mesmo não repetindo o desempenho de vendas do primeiro álbum no Reino Unido, vendeu bastante e teve boa recepção da crítica, que cansou de tratá-lo como "épico". Mas o Suede não poderia seguir como um trio. Assim começaram os testes para recrutar um novo guitarrista. Centenas de candidatos apareceram e todos não satisfaziam Anderson, Gilbert e Osman, até que um garoto de 17 anos surgisse no estúdio e os encantasse com seu jeito de tocar.
Richard Oakes sabia todas as músicas da banda e era quase dez anos mais novo que os três membros restantes. Foi admitido na hora, e lá foram os quatro para a turnê de Dog man star, que foi registrada no vídeo Introducing the band. Ironicamente, as primeiras composições da banda com Oakes foram os lados b do single de New generation.

Uma grande expectativa cercava as gravações do terceiro disco do Suede, em 1996. Como seriam as músicas com Oakes? Perderiam para os riffs rasgantes de Butler? A verdade é que Oakes tinha um estilo diferente, com mais uso de distorção e efeitos, e muitos fãs antigos ficaram ainda mais desconfiados quando a banda anunciou que gravaria o disco todo com o tecladista convidado Neil Codling. No final das sessões de gravação, Codling foi efetivado na banda, que virava um quinteto, e então surgiu Coming Up, a obra-prima injustiçada do Suede.
Nas dez faixas do álbum, o Suede faz um grande disco pop, elegante como só a banda poderia fazer (e talvez o Pulp), e sem trazer nenhuma ligação entre as músicas. Trash trazia mais daquele frescor juvenil hedonista, By the sea tinha uma letra menos egocêntrica, além da batalha entre o conjunto piano/baixo/bateria e a guitarra. Beautiful ones é dançante até a medula, e assim o disco se mantinha perfeito até o final com Saturday night (não sem antes passar por Picnic by the motorway, grande canção).

Foi o disco de maior vendagem nos EUA, mas boa parte dos fãs puritanos torceu o nariz para "Coming Up". Diziam que a banda havia acabado com a saída de Bernard Butler. Alheios aos comentários, os cinco rapazes do Suede encararam uma grande turnê que se estendeu até outubro de 97, quando ainda lançaram uma compilação dupla com 27 lados B de seus singles, intitulada Sci-fi lullabies. A capa desse álbum é, na modesta opinião do signatário dessa matéria, a capa mais linda de um disco em todos os tempos. O conteúdo não deixa a desejar também: desde o primeiro lado b, My insatiable one, até coisas recém-saídas à época, e as lindas My dark star, These are sad songs, Duchess, The big time e Europe is our playground.

Durante todo o ano de 1998 o Suede gravou apenas uma música: Poor little rich girl, de Nöel Coward, para um disco-tributo ao autor, chamado Twentieth century blues. Em toda a carreira, foram poucas as covers registradas oficialmente pela banda: para uma coletânea intitulada Help!, gravaram Shipbuilding, de Elvis Costello; e para o single de Lazy, foi escolhida uma gravação ao vivo de Rent, dos Pet Shop Boys, com Neil Tennant participando da música.

Mas os fãs queriam material inédito. Brett Anderson disse, em 1996, que em um ano o sucessor de Coming Up ganharia as ruas. Mas só em fevereiro de 1999 foi que Head Music viu a luz do sol. Os fãs de começo de carreira da banda que restaram depois de "Coming Up" foram quase todos embora com este disco, que teve suas letras criticadas como "simples demais", além de terem sido percebidos sinais de cansaço e estranheza na parte musical. Mas é um grande disco, com faixas subestimadíssimas como Everything will flow, Indian strings e Asbestos. Ruim de verdade, só a faixa-título.
E agora, ainda em 2001, a banda promete um novo disco. Mas há uma notícia importante: no dia 23 de março, o tecladista Neil Codling anunciou sua saída da banda, alegando motivos de stress, a mesma razão pela qual se ausentou de alguns shows da turnê de "Head music" e do show solitário que a banda fez em outubro de 2000, pelo festival Iceland airwaves, na Islândia, onde tocaram nove músicas inéditas. Alex Lee, que tocou com a banda nas ocasiões em que Neil não esteve presente, foi anunciado como seu substituto.

Nesse momento, a banda está em estúdio com o produtor Tony Hoffer, que trabalhou em "Mutations" e "Midnite Vultures", de Beck, e deve finalizar o disco até abril. Uma das novas canções, com o título Simon, fará parte da trilha sonora do filme Far from China, a ser lançado no festival de Cannes, e provavelmente não estará no novo disco.




Uma ótima estréia. Coloque o disco desde o começo e sinta bem as cinco primeiras músicas: a luxúria de So young, a citação ao lança-perfume de Animal nitrate, o lamento córneo de She's not dead, a power ballad Moving e o grande momento do disco, a belíssima Pantomime horse. Afora isso, a correta The drowners e duas grandes outras canções: Sleeping pills é uma balada onde as guitarras cortantes de Bernard Butler fazem cama para Brett Anderson pedir pra seu anjo que não tome "essas pílulas do sono", e Metal mickey, que, ao lado da supra-citada Animal nitrate, já me fez tocar muita guitarra aérea no meu quarto. De zero a dez, nota nove.




O canto do cisne de Butler é um disco um pouco irregular, mas dos bons. A bateria tribal de Introducing the band rola a bola para a fantástica We are the pigs, com dois shows: o mestrado vocal de Anderson e o doutorado guitarrístico de Butler. The wild ones, o hit do disco, chegou até a estar no Top 10 da MTV brasileira em janeiro de 95, com um lindo clipe e versos como "'cause on you my tattoo will be bleeding, and the name will stain". Juntam-se a elas as belas Daddy's speeding, The power e a chorosa The 2 of us, além da orquestração apocalíptica de Still life. O ponto baixo fica por conta da horrível This hollywood life. De zero a dez, toma oito.






Richard Oakes chega chutando o pau da barraca. Trash é possivelmente a melhor música da banda, que ainda ataca com o convite ao ócio e à luxúria em Lazy, tem a balada neurótica de By the sea, o hit Beautiful ones, a subestimada Starcrazy e os versos de Picnic by the motorway: "I'm so sorry to hear about your way / Don't you worry, there's been a speeding disaster so we'll go to the motorway / I'm so sorry to hear about the scene / Don't you worry, just put on your trainers and get out of it with me, oh / Hey, such a lovely day...". Grande disco, mas que foi subestimado demais e está a espera de gente sensata. De zero a dez, toma onze. Ok, fica só com dez.




Como toda coletânea de b-sides, irregular. E ainda é dupla. Mas tem My insatiable one, W.S.D. e Europe is our playground, que deveria ter entrado em "Coming Up", pra que o disco ficasse ainda mais perfeito. A capa desse cd é maravilhosa, você devia passar cinco minutos da sua vida olhando pra ela. É bem verdade que o que realmente importa é a música, mas a capa é um outro atrativo. Se você não tem sensibilidade suficiente para apreciar aquela capa, vá ler o lo-fi zine. Ou ouvir guns and roses. De zero a dez, ia tomar sete, mas por causa da capa, oito e pronto.





Estranho, bem estranho esse disco. Mas não dá pra falar mal, tem grandes músicas. Down e She's in fashion, duas puramente inspiradas nas aventuras glitter de David Bowie, não me deixam mentir. E ainda tem a linda balada Everything will flow, com cordas orientais (que também aparecem em Indian strings, a outra grande balada do álbum). O primeiro single, Electricity, também vale uma ouvida, bem como a tristíssima He's gone e Elephant man, escrita inteiramente pelo tecladista Neil Codling e motivo de risos pros fãs antigos, que injustamente chamam este disco de "Bad music". De zero a dez, a mesma nota que a Bizz deu: nove, sem exageros.





terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Gorillaz - Plastic Beach (2010)

Sinceramente? Damon Albarn e Jamie Hewlett podem ser considerados como dois dos maiores gênios dessa era. Não que alimentar uma banda virtual seja novidade, até por que desde os anos 60, bandas fictícias eram formadas por personagens de desenhos, mas acredito que tenha sido com o Gorillaz que o conceito de “brincar” com essa forma de entretenimento, tenha alcançado seu status mais elevado.
Apesar de Plastic Beach, terceiro álbum do Gorillaz (exclua por favor os remixes e b-sides da vida) não beber dessa mesma fonte de genialidade, ele está longe de passar desapercebido e pode, sim, conter algumas das músicas que estarão entre as mais ouvidas em seu iTunes. E olha que o disco só esquenta após sua segunda metade…
Isso mesmo. Entre as 10 primeiras músicas – de um total de 18 – somente Stylo (a primeira música de trabalho, que conta com Mos Def e Bruce Willis no clipe) é digna de referência. Mas tão certo quanto isso pode parecer contraditório, é o fato de, à partir de On Melancholy Hill, Plastic Beach soar um álbum indispensável. E há quem diga que já se trata de um dos maiores do ano. E se eu questionasse isso, não estaria escrevendo esse artigo, mesmo que tardiamente.

Plastic Beach, faíxa título e que tem a participação mais que especial de Mick Jones, é outra que traz vida nova ao estilo do grupo. Cloud of Unknowing e Pirate Jet são de beleza ímpar, e Three Hearts, Seven Seas, Twelve Moons, faixa bônus da edição de luxo, fecha o álbum de forma majestosa.
E as influências hip hop, eletrônica e dub que fizeram do Gorillaz uma banda declaradamente pertencente ao gênero trip rock estão lá, mas a essência do projeto mudou um pouco e este é um album que pode ser classificado como conceitual. À princípio, até parece difícil de ouvir, mas depois, soa como único e sensacional.
Se você já o ouviu e torceu o nariz (ou a orelha), recomendo que dê uma nova chance a esse duo. Se ainda não o fez, recomendo que corra para esse mundo de texturas sonoras, referências de estilos e imagens que fazem do Gorillaz a banda virtual mais legal que já existiu. 




segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Neil Young - The Greatest Hits (2004)

C, Coletânea que abrange boa parte (mas não tudo) da carreira do mestre Neil Young (nascido em 1945, em Ontario, Canadá), que mescla muito Folk, Country e Rock. Se você ainda não conhece a voz anasalada e as letras ácidas de Mr. Young, aqui está uma boa pedida pra começar... Confira!





domingo, 21 de março de 2010

Pearl Jam - Backspace (2009)

Dizem que o Pearl Jam mudou por causa da música "Fixer", por causa da pegada mais pop. Caraca, se for pop é um de qualidade. Não resenharei música por música, afinal isso cada um faz mentalmente após escutar o álbum.

O título já espanta. "Backspace" significa, no contexto, "retrocesso". Mas também pode significar "deletar" - o que não faz muito sentido, já que estamos falando do Pearl Jam. Atendo-se à primeira opção, concluo que a banda pretendia resgatar a sonoridade densa dos primeiros álbuns. Não conseguiu, mas o resultado foi aprazível, sem excessos. A banda não nasceu com o Grunge e, felizmente, não está presa a ele.

A faixa de abertura, "Gonna See My Friend", é uma paulada sonora daquelas, mas não é Grunge. O single "The Fixer", ritmo alegre e letra enigmática, é muito bom, mas não é Grunge. "Supersonic" é uma animada canção não-Grunge. "The End" fecha o álbum menos Grunge da história do Grunge. Mais do que compor músicas não-Grunges, o que decepcionou parte dos seus fãs, o Pearl Jam mostrou que tem capacidade inventiva suficiente para não se prender a rótulos. O grupo esquiva-se do estigma "roqueiros-revoltados-de-Seattle", mas não do de bons músicos, agora mais amadurecidos do que nunca.

Faixas: "Gonna see my friend", "Got some", "The Fixer", "Johny Guitar", "Just breath", "Among the waves", "Unthought know", "Supersonic", "Speed of sound", "Force of nature" e "The end"

Gravadora: Independente, porém distribuído pela Universal Records.





quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

The Mars Volta

Uma das bandas mais psicodélicas e incríveis da atualidade, The Mars Volta não é muito conhecida no Brasil. Desde 2001 em atividade, os caras unem elementos de rock progressivo e experimental, em melodias lindas e melancólicas. Entre baladas e porradas, os músicos não economizam em efeitos e barulhos, antes, durante e, principalmente, depois das músicas, deixando no ar aquela famosa microfonia roqueira, só que com mais classe. Não é apenas microfonia, mas experimentação estética. Geralmente, seus clips têm essas partes cortadas, senão, provavelmente, não passariam na MTV.
Eu disse baladas, mas talvez este não seja o termo correto. The Mars Volta tem músicas tão rápidas, frenéticas, com um ritmo enlouquecedor, que as mais suaves soam como baladas. Mas são autênticas, diferentes daquelas que algumas bandas usam com pegada comercial, para tentar alavancar uma aceitação popular que, talvez um dia, lhes dê liberdade para mostrar seu verdadeiro estilo. Não faltam picaretas deste tipo no mercado musical. Para apresentar as duas faces do Mars Volta (a suave e a frenética), escolhi duas das minhas músicas favoritas deles: The Widow, que está no meu Top 5 de melhores músicas da década passada, e a nervosa Inertiatic Esp. Ainda quero ver um show deles ao vivo

De-Loused in the Comatorium (2003)


Frances the Mute (2005)


Amputechture (2006)

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The Bedlam in Goliath (2008)

Parte 1 - download
Parte 2 - download

Octahedron (2009)




domingo, 10 de janeiro de 2010

Raconteurs

A essa altura, o mundo todo já ouviu Broken Boy Soldier, primeiro álbum do Raconteurs, que teve lançamento nos Estados Unidos em maio de 2006, bateu na sétima posição da Billboard após vender 61 mil cópias em uma semana (um feito para uma banda "novata"), e que chegou no Brasil pela Sum Records após circular por programas de troca de MP3 e blogs desde janeiro de 2006.

"O primeiro álbum de uma banda que você sempre gostou". Foi mais ou menos dessa forma que o Foo Fighters foi apresentado ao mundo pouco mais de um ano depois do Nirvana ter acabado. Sob o comando do ex-baterista Dave Grohl, o Foo Fighters era a banda que ainda não tinha nenhum disco, mas que todo mundo amava. A história se repete, mais de dez anos depois, agora com o Raconteurs. Sem nem ter uma música gravada, a banda foi apontada como filhote do Nirvana.
Mais: o semanário britânico New Musical Express ousou cravar: "Vem aí o novo Nirvana. Não só novo, mas melhor que o Nirvana". O interessante é que não havia nenhum membro do trio de Seattle envolvido com o projeto, e sim quatro heróis da classe independente do rock americano: o conhecido Jack White, o semiconhecido Brendan Benson e os desconhecidos Jack Lawrence (baixo) e Patrick Keeler (bateria), da ótima banda Greenhornes. Com dois álbuns e um EP, essa banda de Cincinatti chamou a atenção de Brendan Benson, que produziu algumas canções do grupo, e que estão na coletânea Sewed Soles, estréia do Greenhornes no selo V2, casa do White Stripes e do Raconteurs.
Bem, se nenhum membro da banda tem alguma ligação com o Nirvana, de onde saiu a comparação? Provavelmente de algum rascunho da canção Steady, As She Goes, primeiro single do Raconteurs, que foi lançado no começo de 2006 apenas em vinil. Steady, As She Goes é a canção mais Nirvana que surgiu nos últimos anos, amparada no bate-assopra tão característico das composições de Kurt Cobain. A comparação é inevitável, mas não dá a mínima idéia do que representa Broken Boy Soldier, primeiro álbum do Raconteurs. Broken Boy Soldier é, na verdade, o mais perto que o guitar hero Jack White vai chegar de Led Zeppelin.
Após cinco álbuns lançados com a marca White Stripes (dois deles com mais de 1 milhão de cópias vendidas), Jack decidiu dar uma folga para a irmã Meg resolvendo expurgar todos os demônios da paixão que sente pela banda de Robert Plant e Jimmy Page. Segundo Jack White, o Raconteurs não é só um projeto, mas sim uma banda séria mesmo, dessas que vai lançar discos todos os anos, fazer turnê e tal. Não, o White Stripes não acabou. Jack quer seguir de agora em diante com as duas bandas. Como ele vai conciliar as agendas é algo a se perguntar.
Porém, se o White Stripes pode ser encarado com a antítese do rock metalizado idealizado pelo Led Zeppelin (uma banda sem baixista e com uma baterista que "não sabe" tocar bateria), indo na via contrária dos mestres ao fazer algo meio punk, meio garageiro, cuja sujeira/tosqueira reina em meio a solos de blues, rock e vocais esganiçados, o Raconteurs pega carona no zepelim de chumbo, com um dedinho de diferença: Brendan Benson.
Benson é músico e compositor. Tinha, até então, uma carreira solo com três álbuns de respeito, sendo que o mais recente, The Alternative To Love (2005), ganhou edição nacional e é uma beleza inspirada em Badfinger, Big Star, Gram Parsons e no Paul McCartney em início de carreira solo. Tanto Jack White quanto Brendan Benson são de Detroit, e não demorou para que a amizade se transformasse em colaboração. O projeto, que tinha tudo para ser uma brincadeira, acabou tomando forma de superbanda. Benson recrutou Jack Lawrence e Patrick Keeler (ele havia produzido um dos álbuns do Greenhornes) e o grupo começou a ensaiar um repertório para uma nova banda: Raconteurs, palavra francesa que quer dizer algo como contador de histórias.
Se Jack White sempre foi apaixonado pelo Led Zeppelin e Brendan Benson é um moleque do começo dos anos setenta vivendo em 2006, daria para dizer, canhestramente, que o nascimento do Raconteurs seria algo como se o Led Zeppelin chamasse Paul McCartney para uma parceria em plenos anos 70. Parece exagerado, mas transposto para 2006, o resultado desse encontro pode ser ouvido em Broken Boy Soldier, um disco inspirado que têm tudo para colocar o rock na ordem do dia das paradas e rádios norte-americanas, cravar ao menos três singles, e fazer do White Stripes a banda reserva de Jack White.
Do começo, como a nirvanesca Steady, As She Goes, passando pela zeppeliniana faixa título, pela belíssima balada setentista Together até o poderoso blues Blue Vein, que fecha o disco, com riff de guitarra acompanhando a melodia vocal, Broken Boy Soldier é o mais próximo que o rock'n'roll chegou do Led Zeppelin desde que Page e Plant deram um fim ao grupo.
Porém, para todos aqueles que viveram os anos setenta, o Zeppelin renascido nos riffs de Jack White é uma banda afetada pelo teor pop de Brendan Benson, sendo que ambos sofreram influências do punk (os dois cresceram na cidade de uma bandas proto-punks mais importantes de todos os tempos: o MC5) e do grunge. Broken Boy Soldier é, mais do que qualquer coisa, um álbum que marca o encontro do Led Zeppelin com o Nirvana. É algo novo, mas velho também, entende?


Consoler Of The Lonely (2008)


Broken Boy Soldiers (2006)




sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

The Good, The Bad e The Queen - The Good, The Bad e The Queen (2007)

Como eu prometi, seria a minha primeira postagem, porque sei que você gostou. Apesar de parecer um nome desconhecido, quem esteve ligado no rock durante pelo menos os últimos 10 anos já ouviu falar de Damon Albarn ou pelo menos uma de suas bandas.

Ele travou uma disputa criativa (e pela preferência do público) de quase uma década com o Oasis enquanto estava à frente de sua banda: o Blur. O resultado foi que o Oasis estourou mundialmente para se mostrar a cópia de Beatles que sempre foi, já o Blur – com um som mais “original”. Não pegou muito (a não ser pelo seu maior hit no Brasil – Song 2.
Depois ele abandonou o Blur para um projeto paralelo que se tornou definitivo. Ele assumiu os vocais da banda/desenho animado Gorillaz. Esse sim com grande triunfo comercial.
Agora Damon está de volta, com o elogiado “The Good, The Bad and The Queen”.
Ele se juntou ao baixista Paul Simonon (ex-Clash, o baterista Tony Allen (Fela Kuti), o guitarrista Simon Tong (ex-Verve e ex-Gorillaz) e do produtor Danger Mouse (Gnarls Barkley), para gravar um excelente album, que não sofre influência de nenhuma de suas bandas anteriores.
É um disco ambientado na cidade de Londres. A primeira faixa, “History Song“, merece uma atenção especial.
“The Good, The Bad and The Queen” é um disco recomendado a quem não procura nada parecido com Blur e Gorillaz, mas deseja se jogar em um universo mais denso e maduro.




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Aos poucos, vou tirando os links rapidshare, pois estão um saco para fazer download.




terça-feira, 29 de setembro de 2009

Sondre Lerche - Todos os discos !

Quem me conhece, sabe que eu adoro tocar as músicas desse cara....Sondre Lerche parece ter a fórmula do pop guardada a sete chaves em um vidrinho. Não importa o gênero em que esteja trabalhando - indie pop, jazz, garage rock -, o cantor norueguês sempre cria melodias certeiras, capazes de fazer qualquer um sair cantarolando-as após uma única escutada. Em seu novo álbum, intitulado Heartbeat Radio, lançado esta semana, não é diferente. Lerche soma todos os elementos de seus discos anteriores, criando um álbum orquestral consistente e deliciosamente pop.
Com apenas 26 anos, o jovem cantor/compositor acumula cinco discos em sua carreira. Seu álbum de estréia, Faces Down (2002), foi um grande sucesso na Noruega, entrando na lista dos 50 melhores álbuns do ano da revista Rolling Stone. Em 2004, lança Two Way Monologue, com o mesmo indie pop despretensioso do disco anterior. Dois anos depois, Lerche envereda pelo jazz, gravando Duper Sessions com a banda Faces Down e o pianista Erik Halvorsen. Em 2007, é a vez de Phantom Punch, seu álbum rock, com um som mais agressivo; e a trilha do filme Dan in Real Life. E em 2009 Heartbeat Radio. S E N S A C I O N A L !!!.

Para quem acha que estou pop, as pessoas evoluem. O que costumo postar aqui, são bandas independentes que não tocam muito aqui. Rock ou a música, não se resume só ao metal. Alguns vão para outros sons e afins. Nada contra e respeito muito. Mas eu ainda prefiro continuar na minha linha. KPM, as músicas abaixo são para você.
Faces Down (2002)

Two Way Monologue (2004)


Sondre Lerche - Duper Sessions (2006)

Phantom Punch (2007)

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Dan in Real Life (2007)

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Heartbeat Radio (2009)

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sexta-feira, 10 de julho de 2009

Elliott Smith

Steven Paul Smith (6/8/1969), mais conhecido como Elliott Smith, era um cantor e músico norte-americano, nascido em Omaha, Nebraska, mas viveu grande parte da sua vida em Portland, Oregon, onde ganhou popularidade. Seu principal instrumento era o violão, mas também tocava piano, clarinete, baixo, gaita e bateria. Participou da banda Heatmiser por alguns anos, e em 1994 iniciou sua carreira solo gravando com selo independente Cavity Search e Kill Rock Stars. Em 1997 ele assinou um contrato com a DreamWorks Records, a qual ele gravou 2 albuns. Ele ficou famoso após sua canção "Miss Misery", ( incluída na trilha sonora do filme Good Will Hunting), ser indicada ao oscar como melhor canção em 1997. Smith batalhou contra a depressão, alcoolismo e drogas por anos, sendo estes relatados algumas vezes em suas canções. Morreu aos 34 anos, em Los Angeles, California, com 2 facadas no peito. A autópsia não conseguiu evidenciar resultados conclusivos, se foi um suicídio ou um assassinato. Nessa época, ele estava trabalhando em seu sexto disco, From A Basement on the Hill, que foi lançado postumamente em 19 de Outubro de 2004.
Roman Candle (1994) DOWNLOAD

Elliot Smith (1995) DOWNLOAD

Either/or (1997)


XO (1998)

Figure 8 (2000)


From a Basement on The Hill (2004) DOWNLOAD


New Moon (2007)




Todos os discos B-Sides....


B-SIDES
JACKPO XO SESSIONS DOWNLOAD


THE MOON IS A LIGHT BULB BREAKING: B-SIDES
DOWNLOAD

domingo, 5 de julho de 2009

The Cure: The greatest hits

O The Cure foi, sem dúvida, uma das bandas mais importantes da década de 80. Responsáveis por grande parte dos hits dessa época, o grupo ainda continua fazendo história, mais de 20 anos após o lançamento do primeiro álbum. E o grande nome por trás disso tudo é Robert Smith. Nascido em Blackpool, Inglaterra, o vocalista é o criador de quase tudo que a banda gravou e único membro a nunca abandonar o The Cure.Montou o Easy Cure, em 1977, ao lado do baterista Lol Tolhurst, do baixista Michael Dempsey e do guitarrista Porl Thompson. Após uma experiência não muito agradável com a gravadora Hansa, gravaram o single “Killing An Arab”. Bob assumiu as guitarras e agora como trio, mudam o nome do grupo para The Cure.No ano de 1979, foi lançado o ‘debut’ “Three Imaginary Boys”, que saiu nos Estados Unidos como “Boys Don’t Cry”, e acabou se tornando uma das composições mais famosas da banda. Dempsey, no entanto, resolveu deixar o The Cure e foi substituído por Simon Gallup.O segundo trabalho “Seventeen Seconds” trouxe ainda mais popularidade para os ingleses e a música “A Forest” impulsionou as vendas do álbum em todo o mundo. Os discos seguintes são considerados grandes clássicos do Rock Gótico, “Faith” de 1981, e “Pornography”, de 1982, com os hits “A Strange Day”, “The Hanging Garden” e “Cold”.No ano seguinte, Gallup anuncia a sua saída e a dupla Bob e Lol resolve dar um tempo no grupo. O vocalista faz algumas participações com o Siouxie and the Banshees e o The Cure só volta em 1984, com “The Top”, trazendo no line up Phil Tornalley no baixo e Andy Anderson na bateria.Mas essa formação não duraria muito. Boris Willians, Porl Thompson e o antigo baixista, Simon Gallup integram o time e “The Head On The Door” chega ao topo das paradas nos EUA e na Inglaterra.Uma coletânea de singles, intitulada “Standing on a Beach”, saiu em 1986 e o inédito “Kiss Me Kiss Me Kiss Me”, veio no ano seguinte e, além da faixa-título, também foram muito executadas ‘‘Why Can’t I Be You?’’ e “Catch” e “Just Like Heaven”.Em 1989, o The Cure passou por momentos bons e ruins. O fato positivo foi “Disintegration”, álbum ovacionado pelos fãs e críticos. Por outro lado, Lol Tolhurst abandona o grupo e alimenta uma longa briga judicial com seu antigo companheiro Robert Smith, sendo substituído por Roger O’Donnell.“Mixed Up”, um álbum de remixes saiu um ano depois e o inédito “Wish” colocava o The Cure de volta nas rádios com a pop “Friday I’m In Love”. Em 1993, o ao vivo “Show” chega às lojas e logo em seguida vem outro “Paris (Live)”.Em 1996, “Wild Mood Swings” causa uma certa divisão entre os fãs devido ao experimentalismo presente em todas as composições. Mais uma coletânea de singles, dessa vez “Galore” foi lançada e para a surpresa geral, Robert Smith anuncia que o The Cure vai acabar. Como uma despedida para os fãs, gravam “Bloodflowers”, um disco no melhor estilo do The Cure, uma banda que marcou para sempre a história do Rock e que continua conquistando milhares de fãs em todo o mundo, mesmo após terem anunciado o seu fim.O grupo lançou em 2004 uma caixa especial contendo 4 CD’s com todos os grandes sucessos e faixas raras de forma retrospectiva, e que inclui ainda um encarte de 76 páginas repleto de fotos. No mesmo ano, o The Cure retomou suas atividades e gravou um álbum inédito. Auto-intitulado, o material contou com a produção de Ross Robinson (Korn, Limp Bizkit e At The Drive-In). Apesar da escolha de um produtor tão diferente, a formação continua a mesma de 10 anos atrás com Robert Smith nas vozes e guitarra, Simon Gallup no baixo, Perry Bamonte na guitarra, Jason Cooper na bateria e Roger O’Donnell nos teclados.Para divulgar o trabalho e provar que voltaram em grande estilo, os ingleses criam um festival próprio, batizado de Curiosa. Além deles, que, obviamente, são a atração principal, o evento roda os Estados Unidos levando ainda nomes como Interpol, The Rapture, Mogwai e Melissa Auf Der Maur.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Jet - Get Born (2003)

Desculpe a vagabundagem..... embora não pereça, eu estou me reconstruindo. E ando sem cabeça para pensar um pouco... Kells, embora vc não leia esse negócio, a música Look What You've Done, é dedicada a você.
Há muitas pessoas que dizem que as bandas dos anos 60´s e 70´s eram insuperáveis e que nada melhor ou semelhante foi feito desde então. Tudo faz parte de uma evolução e se não estamos abertos as novas propostas ficaremos estagnados no passado. Em seu tempo essas mesmas bandas se inspiraram em outras que as precederam.Um amigo me disse uma vez que ouvia de tudo para poder entender um dia o que suas filhas ouviriam e diminuir assim a distancia entre gerações.Parecia razoável, mas às vezes é uma tarefa difícil. Nossos gostos para tudo, sabores, odores, sons vão pouco a pouco se definindo e chega um momento que você simplesmente não vai conseguir que alguém que não gosta de cebola comece a apreciá-la.
Por isso quando ouvi Jet pela primeira vez , algo de familiar despertou em mim, me soavam a Beatles, mas não só isso, pouco a pouco, como quem saboreia um bom vinho outros aromas afloravam, um pouco de AC/DC, um fundo de Oásis com toques de Rolling Stones, um final de Who e Sex Pistols, ou será The Kinks e The Rex? Sei lá, prove e descubra você mesmo.Enquanto trabalhavam em uma fabrica dos subúrbios de Melbourne no ano de 2001, os irmão Nic e Chris Cester, junto a Cameron Muncey e Mark Wilson decidem formar uma banda. O nome seria inspirado em uma musica de Paul McCartney do álbum Band on the run.Para muitos sua musica foi facilmente assimilável e o sucesso foi garantido logo a partir do primeiro álbum, chamado de Get Born ,pelo selo Elektra e com produção de Dave Sardy , produtor de Red Hot Chili Peppers. Gravado no legendário estúdio de Sunset Sound em Los Ángeles,contaram com uma participação de peso, o tecladista Billy Preston,conhecido por gravar com os Beatles e Eric Clapton no final dos anos 60.Em 2006 gravariam seu segundo disco no estúdio Hillside Manor de Dave Sardy, chamado de Shine On ,homenagem a seu pai, que viria a falecer antes da conclusão do mesmo.



domingo, 10 de maio de 2009

Eugene McGuinness - The Early Of Eugene McGuinness (2008)

É verdade que temos assistido, nos últimos tempos, ao aparecimento de fontes de novidade pop bem mais estimulantes fora que dentro do Reino Unido. Mesmo assim, o último ano deu a conhecer uma série de nomes e bandas estreantes, semeando primeiras sugestões das quais se esperaram resultados em colheitas seguintes. O discreto Eugene McGuiness, natural de Liverpool, mostrou-se no ano passado com um primeiro mini-LP (The Early Leanings Of Eugene McGuinness) que passou a leste das atenções. Agora edita um álbum que o confirma como ecléctico cantautor de perfil pop. Como tantos outros que fizeram a história da canção pop(ular) inglesa, revela-se natural herdeiro de escolas ?clássicas? da identidade pop britânica. Das heranças pop de 60 (Beatles, Kinks) à vitalidade pós-punk de finais de 70, de citações aos Smiths ao desejo em projectar na música traços do festim pop dos velhos singles da Postcard (leia-se em concreto a memória de uns Orange Juice ou Joseph K) aqui encontramos ecos de figuras-chave que fazem parte de uma identidade de referência de um espaço e um tempo que formaram já mais que uma geração de músicos. O disco faz contudo questão de nos lembrar que não estamos perante um deslumbrado visionário ou um eventual candidato a mera estrela pop (a imagem, de resto, desmonta quaisquer dúvidas com sentido de humor e de auto-crítica). O apelo melodista das suas canções, o tom maior que respira nos refrões, não procuram, de facto, uma batalha pela originalidade. Mas entre modelos e referências ?inevitáveis? num aprendiz claramente inspirado pelos nomes de referência que teve por educação há ocasionais frestas de surpresa, Sobretudo no dosear de ideias, na culinária dos sabores que, misturados, geram uma bela colecção de canções. Apesar das diferenças, o álbum junta-se à estreia recente dos Last Shadow Puppets para sugerir que o apetite ?brit? pela evocação da sua memória melhor pop está na ordem do dia....
O segundo posto em seguida....Beijo K!

Fonte: Site Uol.

01. High Score

02. Monsters Under the Bed

03. Vampire Casino

04. Bold Street

05. A Child Lost In Tesco

06. Vela

07. Madeleine

08. A Girl Whom My Eyes Shine For

domingo, 19 de abril de 2009

Awake: The Best of Live (2004)

Ponte entre o underground e o mainstream, o LIVE sempre foi respeitado, ora pelo público mais alternativo, ora pelo público pop, que conhece a banda pelos hits que freqüentam rádios do mundo inteiro há mais de uma década. Conhecida pela força emocional de sua música, a banda tem um quê idealista, que dá o tom espiritual de todo o trabalho dos caras, do primeiro ao último álbum.
O LIVE surgiu em Nova York, em meados dos anos 80. Na época, Chad Taylor (hoje guitarrista), Chad Gracey (o batera) e Patrick Dahlheimer (baixo) eram os únicos integrantes do "First Aid" , nome que durou tão pouco quanto a carreira dos três, antes da entrada do vocal de Ed Kowalczyk, quando a banda passou a se chamar"Public Affection".
No ano de 1989 os caras fundaram seu próprio selo, o "Action Front", lançando "The Death of a Dictionary", álbum que ainda pode ser encontrado em lojas de cd mundo afora, se bem vasculhadas . Mais tarde, o grupo tentou fechou um acordo com a "Giant Records" para desenvolver um demo que nunca foi lançada. Cansados de esperar, os caras enviaram o mesmo material para a "Radioactive", já usando o nome Live.
Sob a produção de Jerry Harrison (do ‘Talking Heads’), saiu em 1991 o primeiro trabalho oficial da banda, um álbum obrigatório para todo bom rockeiro, clássico desde seu lançamento: "Mental Jewelery". Os dois primeiros singles - "Operation Spirit" e "Pain Lies on the Riverside" - alcançaram o topo das paradas norte-americanas e européias, mas com um desempenho um pouco mais tímido por aqui, talvez abafado pelo ainda enorme sucesso que o movimento grunge fazia.O álbum todo foi inspirado em escritos do filósofo indiano Jiddu Krishnamurti, objeto de veneração de Ed, cuja leitura contribuiu substancialmente para as letras de 80% das canções do LIVE, com muitos ataques ao racismo e ao governo, além de odes à religião, família, amizade, destino e auto-conhecimento, sempre de forma crítica - ora incisiva, ora velada. O cuidado com as letras, somado as guitarras, alternadamente elétricas e acústicas, baixo de respeito e bateria seca, fazem do som desse cd um autêntico hard-rock com leves toques de jazz, grunge e uma visível influência do trabalho do U2. Existe salada melhor que essa?
Em pouco tempo os críticos elegeram o LIVE como a melhor novidade pós-nirvana, o que fez com que o segundo e decisivo álbum fosse ansiosamente aguardado pela imprensa e pelos fãs, que já seguiam Ed e seus companheiros de forma frenética por todo os EUA.
Três anos depois, "Throwing Cooper" chegou, mostrando canções de qualidade idênticas às do primeiro trabalho, impressionando a todos, conquistando críticos e caindo nas graças do público, botando na mente de muitos a inesquecível e perfeita “Selling the Drama", a deciliosa "I Alone" e a triste, mas poderosa "Lightning Crashes", provavelmente uma das baladas mais bonitas já escritas. Todas elas tocaram bem para uma banda alternativa e permaneceram algum tempo nos primeiros lugares nas rádios. Tocaram também "All Over You" e "White, Discussion", também duas ótimas composições. Throwing Cooper vendeu 7 milhões de cópias no mundo todo, sendo até hoje o disco mais vendido do LIVE. "Throwing Cooper" deu, ainda, ao LIVE o título de 'banda do ano de 1995' pela Revista 'Rolling Stone'.
“Secret Samadhi” saiu sem muito alarde, já em 1997, surpreendendo muita gente. O terceiro trabalho do LIVE era obscuro, sinistro, trazia um som cru e mais simples, um pouco depressivo e cheio de auto-questionamentos, dividindo a crítica especializada e os fãs. De um lado haviam os críticos, que depreciaram o trabalho por não trazer o que o LIVE teria de melhor: as letras positivistas e o som alegre e forte. De outro, houve quem adorasse o álbum, ressaltando o amadurecimento da banda, que mostrou que o estilo do LIVE não era imutável e como a crise existêncial de um artista - no caso, Ed - pode influir na sonoridade de todo um conjunto. O fato é que a qualidade sonora realmente é um pouco inferior e as letras saíram um pouco menos trabalhadas, mas ainda assim é um excelente álbum, apesar de chamado de 'pérola negra' da banda. “Rattlesnake” e “Lakinis Juice” foram os dois singles de estréia do cd e ganharam algum destaque no universo do fim dos anos 90, mas não emplacaram justamente por não trazerem os atrativos inerentes à banda. O que não quer dizer que eram ruins, pelo contrário: tem energia e autenticidade únicas. O terceiro e último single foi ‘Turn My Head’, baladinha calma e gostosa, que acabou se sobressaindo às anteriores, angariando algumas milhares de cópias a mais para a vendagem do cd, que curiosamente mantém uma certa regularidade até hoje.
Em 1999, rumores na imprensa especializada diziam que o LIVE estava prestes a lançar um novo trabalho, mas todos esperavam a novidade com um pouco de receio, já que o disco anterior não tinha seguido a linha inicial e, como não teve uma repercussão comercial muito boa, poderia significar o início da decadência da banda. Foi quando, de surpresa, o LIVE lançou ‘The Distance do Here’, emplacando diretamente no primeiro lugar “The Dolphyn’s Cry”, que atingiu também o topo da lista de videoclipes mais pedidos da MTV, área em que a banda nunca chegou a se destacar muito, mas que o fazia pela primeira vez em sua história. Quando “Run to the Water” chegou às rádios, pegou carona no single anterior e também foi muito pedida em todo o mundo, inaugurando uma nova fase na carreira da banda. Oito anos depois do primeiro álbum, o LIVE finalmente atingia a grande mídia, chamando atenção do cenário pop e arrebatando muitos fãs, que começaram a buscar cds antigos da banda para conhecer melhor seu trabalho. Foi aí que aqueles fãs enrustidos, que conheciam as músicas mas não sabiam que eram da banda, se apaixonaram de vez, elevando o status do LIVE internacionalmente. Foi nessa época, também, que o LIVE passou a ser mais conhecido no Brasil.
“The Distance to Here” consolidou a carreira dos caras, deu consistência ao trabalho de anos do vocalista e líder Ed, que sempre cuidou para que a banda não caísse na mesmice que atinge a maioria dos grupos da mesma idade que o LIVE, agrupando características próprias do som melódico e, ao mesmo tempo, pesado da banda. Sem cair em modismos, o som que se apresentava bebia na fonte de nomes como Pearl Jam e REM, trazendo de volta, também, o conteúdo espiritual dos dois primeiros álbuns.
Mas a banda não pararia de surpreender. Quando menos se esperava, os nova-yorquinos lançam seu quinto álbum, com o sugestivo título de "V" (cinco, em algarismos romanos), trazendo um som totalmente novo que, mais uma vez, dividiu à todos quanto ao seu gosto musical. “V” chegou em setembro de 2001, época em que começavam a surgir novas bandas que incorporavam o som rock com batidas e letras de rap. Na ânsia de fazer algo novo e moderno, o resultado foi muito bom, mas deixou alguns fãs traumatizados com a profusão de recursos eletrônicos, a participação de alguns rappers nas músicas, as guitarras mais pesadas do que nunca e hits fortes e únicos como “Simple Creed”, primeiro single a estourar nos rádios. “Forever May Be Not Long Enough” entrou para a trilha sonora do filme “A Múmia” e “Overcome” ficou mundialmente conhecida após os atentados de 11 de setembro nos EUA, quando a banda lançou uma versão alternativa para o clipe na MTV, que continha cenas de destruição e tristeza no WTC, dedicando o trabalho às vítimas do atentado. O cd vendeu bastante e causou muita polêmica entre os fãs, com o velho papo de que os caras teriam “se vendido” e que partiriam para o pop daí para frente. Crasso engano, já que a potente “Deep Enough”, a crítica societária feroz de “People Like You” e as emocionais baladas “Call me a Fool” e “Nobody Knows” nada tem de comerciais e são o melhor deste, que é o álbum mais pesado e moderno da banda.
Com “V”, o LIVE passou a freqüentar, definitivamente, rádios, programas de TV e a ser convidado para diversos shows e festivais no mundo todo. Já as vendas diretas do álbum não foram bem, tornando "V", até agora, o álbum menos vendido do LIVE, apesar de ter ajudado a aumentar a popularidade da banda, principalmente pela boa freqüência de "Simple Creed" nas listas de pedidos nas rádios. Parte do “crédito” pela baixa venda foi o azar que a banda deu: o álbum foi lançado na véspera do fatídico 11 de setembro de 2001, data do mega-atentado terrorista que derrubou o World Trade Center em Nova Yorque, terra natal da banda e o maior reduto de seus fãs.
Dois anos depois, mais precisamente, 20 de maio de 2003, o LiVE lançou seu sexto, e até agora, mais recente álbum: Birds of Pray. Gravado na Califórnia e produzido por Jim Wirt, o álbum prometia trazer de volta a energia e a sonoridade de Throwing Cooper e Mental Jewelery e... conseguiu. O primeiro single foi “Heaven”, bela música inspirada no nascimento da filha de Ed Kowalczyk, que afirmou à imprensa, referindo-se ao fato, ter sido “a experiência mais incrível, intensa e maravilhosa que pode existir. Na música, procuro dizer que a vida de cada um é única e valiosa”. Heaven alcançou os primeiros lugares das listas de músicas mais tocadas em todo o mundo e o cd teve a maior vendagem inicial da banda, figurando como mais vendido em vários sites da internet e em lojas nos EUA e Europa. Ed não perdeu a oportunidade e, nas entrevistas prévias do álbum, comentou “Life Marches On”, quinta música de “Birds of Pray”, com letras fortes e contundentes à indústria fonográfica: “Nos últimos cinco anos a arte da música se diluiu em detrimento da exploração da imagem. Parte da missão do Birds foi escrever e tocar músicas boas de verdade, não apenas vendáveis”. E provavelmente conseguiu. As letras, da primeira à última faixa são maravilhosamente inspiradas e a melodia é mais LIVE do que nunca. O conjunto é o básico guitarra/baixo/bateria/vocal e a energia é a mesma dos tempos iniciais, uma deliciosa surpresa para os fãs da banda que encontraram em 'BoP' a sonoridade antiga com mais peso e amadurecimento.





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domingo, 22 de março de 2009

The Modern Lovers (1976)


Nem só de bandas novas se faz um fã de música descolado, não é? Por isso, a minha nova dica é uma banda surgida 1970, em Boston, nos EUA. Eles não chegaram propriamente a fazer sucesso, mas produziram pelo menos um disco que deveria constar na discoteca básica de qualquer interessado que se preze. O The Modern Lovers era formado por Jonathan Richman (posteriormente alçado à categoria de lenda da música alternativa), John Felice, David Robinson, Jerry Harrison e Ernie Brooks. Os rapazes se conheceram em Nova York, para onde Richmam, astro e vocalista da banda, havia se mudado após ter chapado ouvindo a música do Velvet Underground.Um história curiosa sobre o Modern Lovers é que o primeiro disco da banda saiu após os caras se separarem. Isso mesmo! Eles haviam gravado as músicas em 1972, na Warner, mas o LP nunca saiu. Apenas em 1976 o álbum chegou às lojas, quando um pequeno selo resolveu lançá-lo.Nesse ponto a banda, que havia se dissolvido em 1973, já havia se espalhado por aí. Harrison, por exemplo, integraria o Talking Heads de David Byrne. A saída para Richman era formar um novo grupo, que acabou intitulado Jonathan Richman & The Modern Lovers. Em 1977, a nova banda lançou um álbum que o vocalista considera sua estréia. Mas seu novo trabalho não teve o mesmo impacto do disco de 76, que tinha como título apenas no nome da banda.Ouvindo o The Modern Lovers ficam claras as razões pelas quais o disco é cultuado. Primeiro, percebe-se clara influência de Velvelt Underground e The Doors, especialmente nos teclados. O estilo cru dos rapazes acabaria se tornando referência para os punks, com elogios públicos do Sex Pistols para eles. Isso os colocaria no mesmo patamar de Stooges e MC5...Mais: o modo de Richman cantar parece ter influenciado um certo Julian Casablancas, vocalista do The Strokes. E suas letras, crônicas jovens e irônicas sobre o cotidiano das grandes cidades, encontram ecos em nomes como Pulp, Kaiser Chiefs e Arctic Monkeys!Então, como que você nunca ouviu falar desses caras antes, cara???Bem...você pode achar que não, mas Richman já marcou presença no pop de massa pelo menos uma vez. Lembra da impagável comédia ?Quem Vai Ficar Com Mary??? Aquela do gel bizarro no cabelo, isso mesmo. Entre as cenas, um rapaz um tanto desajeitado tocava violão, cantando espécies de vinhetas que pontuavam a história. Esse maluco é Jonathan Richman!!!Ficou curioso para ouvir o som dos caras? Então se coça, rapá! Infelizmente, o disco do The Modern Lovers (e toda a discografia do Jonathan Richman) não existe no Brasil. Você tem três opções: comprar de importadores (e pagar o olho da cara), adquirir pela internet em lojas gringas (o dólar está uma pechincha, vai...) ou baixar ilegalmente da internet (ei! Eu não fiz isso! Copiei o meu de um camarada felizardo que tem o original).É duplamente óbvio que os caras não tem páginas no My Space. Primeiro, a banda não existe mais. Segundo, Richman é alternativo demais para ter página no My Space. Mas alguns fãs colocaram por lá algumas músicas do rapaz. Dá para pelo menos ter uma idéia. Dá uma olhada aqui e aqui.Corre atrás! Vale a pena !!!




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terça-feira, 17 de março de 2009

The Verve - Urban Hymns (1997)

Mesmo que não saiba, certamente você já ouviu o hit “Bitter Sweet Symphony” do The Verve. Apesar de serem conhecidos da grande maioria apenas por essa música, o trabalho da banda é mais extenso, e igualmente criativo. Em 1990, na onda do brit pop, Nick McCabe (guitarra), Simon Jones (Baixo), Peter Salisbury (bateria) e Richard Ashcroft (vocais), se uniram em Wigan, Inglaterra e após criarem as primeiras composições, gravaram dois singles: “All In The Mind, She's A Superstar” e “Gravity Grave”, lançados mais tarde em um único disco intitulado “The Verve”. A Hut Recordings, decidiu que era hora de lançar o álbum de estréia em 1993, e "A Storm in Heaven" ficou conhecido para sempre como o grande “clássico” do The Verve. Abriram os shows do pouco conhecido, na época, Oasis, tocaram no festival Lolapallooza e em outros na Europa, tornando-se uma das grandes promessas do pop/rock da década.O segundo trabalho estava sendo muito aguardado porém, antes disso, uma compilação de músicas não editadas anteriormente foi batizado de “No Come Down”, no ano seguinte. Em 1995, enfim, o inédito “A Northern Soul” trazia letras e climas que passavam por diversos sentimentos de Richard como amor e ódio. As baladas "On Your Own" e "History" foram o grande destaque do álbum. Fizeram novamente a abertura para o Oasis, já mainstream nos EUA. Enquanto musicalmente tudo estava bem, cresciam os boatos sobre desentendimentos entre Ashcroft e os outros integrantes, além do consumo desenfreado de álcool e drogas. Lançam o single “History” e resolvem dar um tempo.Felizmente, esse silêncio durou pouco: o vocalista, o baixista e o baterista começaram a compor com um amigo, Simon Tong, tentando seguir a carreira sem o antigo guitarrista. Percebendo que não estavam soando como antes, resolvem dar mais uma chance a McCabe e agora com dois guitarristas, o The Verve voltava à cena para lançar um dos melhores álbuns da década “Urban Hymns”, de 1997.Esse disco foi um verdadeiro fenômeno. O hit absoluto "Bitter Sweet Symphony", que ganhou um clip tão original quanto a música, além de "The Drugs Don’t Work” e "Lucky Man" impulsionaram as vendas, que acabaram ultrapassando a marca de 7 milhões de cópias.Mesmo com todo esse sucesso, os problemas da banda não haviam sumido e McCabe abandona o barco no meio da turnê. A pressão sobre os integrantes tornou-se maior do que eles podiam suportar e após algumas crises e datas canceladas, o The Verve anuncia definitivamente, em 1999, o seu fim.No ano seguinte, o vocalista e principal compositor, Richard Ashcroft, lançou "Alone With the Everybody", seu primeiro trabalho solo. Apesar de manter algumas características da antiga banda, não conseguiu emplacar, deixando os fãs ainda com mais saudades dos “velhos tempos”. Texto retirado de Rock online do Terra.


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Senha:camhart

sábado, 14 de março de 2009

Blonde Redhead

Em praticamente quinze anos de existência, os Blonde Redhead tornaram-se uma das bandas históricas do indie rock mundial. O grupo esteve em Lisboa para abrir o concerto dos Interpol, com muita gente a deslocar-se ao Coliseu dos Recreios para ver apenas o trio, mesmo tendo a sala esgotado nos dias que antecederam o espectáculo.
Os Blonde Redhead formaram-se em 1993, quando os irmãos gémeos Simone e Amedeo Pace, nascidos em Milão mas que desde cedo viveram em Montreal, no Canadá, tendo depois estudado jazz em Boston, se mudaram para Nova Iorque e conheceram as estudantes japonesas de Belas-Artes Kazu Makino e Maki Takahashi, num encontro fortuito num restaurante italiano.
Desde cedo captaram atenções, em particular a de Steve Shelley, baterista dos Sonic Youth, que viria a produzir o álbum de estreia, homónimo. Maki deixou a banda e foi substituída por Toko Yasuda no baixo, que também ela deixaria o grupo pouco tempo depois. Para o terceiro álbum, Fake Can Be Just As Good, o lugar foi ocupado por Vern Rumsey do grupo Unwound, mas até hoje os Blonde Redhead continuam sem baixista.
Outra colaboração importante foi a de Guy Picciotto, histórico membro dos Fugazi, que produziu os discos In an Expression of the Inexpressible, Melody of Certain Damaged Lemons e aquele que foi possivelmente o álbum que mais difundiu o trabalho dos Blonde Redhead, Misery Is a Butterfly, em 2004. O disco está cheio de referências equestres, graças ao infeliz acidente de cavalo que Kazu sofreu e que a afastou da música por três anos. A primeira canção do álbum, Elephant Woman, foi usada para o final do filme Hard Candy, de David Slade.
A banda, que tem trabalhos em inglês, japonês, italiano e francês, tem ganho fãs lentamente desde que começou, mas esta base de fãs tem já um número muito respeitável a nível mundial. Com um início que muitos descrevem como fortemente influenciado pelos Sonic Youth, o trabalho dos Blonde Redhead tem-se tornado cada vez mais acessível, mas mantendo a voz aguda de Kazu, as guitarras melódicas de Amedeo e as batidas hipnóticas de Simone.
O mais recente álbum do grupo foi editado em Abril de 2007. De nome 23, foi misturado por Alan Moulder (U2, Smashing Pumpkins, Nine Inch Nails) e foi lançado por uma das maiores editoras do mundo da música alternativa, a 4AD. Além do single 23, que podemos ver com frequência na MTV2, o alinhamento conta com Spring and By Summer Fall, recentemente usada na série da CBS, Numb3rs.

Blonde Redhead- 23- (2007)


Blonde Redhead- Misery Is A Butterfly (2004)

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