quinta-feira, 21 de outubro de 2010

The Dissociatives - The Dissociatives (2004)

C,  the Dissociatives é uma banda alternativa da Áustralia, fruto da colaboração entre Daniel Johns (Silverchair) e Paul Mac (DJ australiano).Paul Mac vinha participando de algumas músicas do Silverchair desde a época de Freak Show (1997) e, consequentemente, a amizade de ambos vinha crescendo. Após o final da turnê do álbum Neon Ballroombanda decidiu tirar um tempo de férias e, nesse período, Daniel Johns e Paul Mac trabalharam em algumas músicas que acabaram por serem lançadas em um EP chamado I Can't Believe It's Not Rock. Tratava-se de algo músicalmente bem diferente do Silverchair. Havia diversos elementos eletrônicos, além de o "famoso" peso das guitarras de Daniel Johns terem sido colocadas de lado. Em seguida, Daniel Johns voltou a trabalhar nas composições do sucessor de Neon Ballroom, o álbum Diorama (que será abordado futuramente neste blog). Durante a gravação de Diorama, Daniel Johns foi acometido de uma doença rara chamada Artrite Reativa, que teve seu "pico" durante os primeiros shows de divulgação do disco. A doença fez com que ele ficasse impossibilitado de tocar e andar inclusive, deixando-o de cama e assim adiando os planos para a divulgação do disco. Isso colaborou em partes com as fracas vendas de Diorama e algumas críticas não muito favoráveis ao disco, além de um desgaste com sua gravadora da época. Após o final da turnê Across the Night (turnê de divugação do Diorama), Daniel Johns passou a compor, junto com Paul Mac, as músicas do disco homônimo The Dissociatives.O álbum em nada lembra o Silverchair ou, até mesmo, o EP (embrião) I Can't Believe It's Not Rock. Trata-se de um álbum descontraído, "alegre" e com uma levada pop/rock, com diversos efeitos eletrônicos (muito bem introduzidos), entre outros instrumentos. Daniel Johns não deixou as guitarras de lado, trabalhando muito bem nas melodias das músicas. Além disso, um dos pontos fortes do álbum é o vocal do Daniel Johns, que ficou belíssimo, além dos backing vocals que ficaram excelentes (os melhores feitos pelo Daniel, até hoje). Destaque para as músicas Somewhere Down the Barrol, Horror With Eyeballs, Young Man Old Man (You ain't better than the rest) e Aaangry Megaphone Man.O álbum teve um sucesso mediano, já que foi um álbum sem grandes pretensões e divulgação.Espero que aprecie !




Me You Us Them - Pos-Data (2010)

C, ultimamente venho me impressionando com o alto nível dos lançamentos shoegazers nos últimos anos. A cada dia descubro uma pérola atrás da outra dentro deste gênero tão obscuro e distinto do rock moderno. O achado da vez é esse Post-Data, do grupo novaiorquino Me You Us Them.
Shoegaze turbinado com post-punk e recheado de texturas e muito groove. É difícil não se render à enxurrada de guitarras distorcidas, riffs angulares, batidas enérgicas e vocais grudentos que permeiam os 41 minutos do disco. Suas dez canções são tão intensas e viciantes que nem me arrisco a eleger uma melhor, embora considere a audição das faixas Re-Entry, Drugs, Big Time e iQuit obrigatória pra qualquer amante do rock que se preze.
Com este álbum o MYUT já se consagra como uma das grandes promessas dessa nova geração do shoegaze. Absolutamente sensacional!
C, se você gostou, acene com a cabeça.

domingo, 17 de outubro de 2010

Eternal Sunshine of the Spotless Mind - soundtrack (2004)

C, não sei se você já viu o filme Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças (Eternal Sunshine of the Spotless Mind) de 2004. O filme é bárbaro. É um filme que fala sobre memória, passado, aquele filme "viagem". Eu adoro estes filmes. Se não viu, veja. A trilha sonora é igualmente boa. Há um cover do Beck para a música "Everybody's Gotta Learn Sometime" de Korgis. Quando eu era guri, adorava esta música.




Wolf Parade - EXPO 86 (2010)

C, essa banda lembra um pouco o modest mose. Lembra também a música dançante do The Foals. “Expo 86″ é o terceiro álbum da banda Wolf Parade de Montreal, Canadá.
A banda começou os trabalhos em 2003, abrindo shows para ninguém menos que o Arcade Fire. Isaac Brook, do Modest Mouse, além de colaborador do famoso selo Sub Pop, admirou o som dos caras e lançou o primeiro disco deles, “Apologies To The Queen Mary”, de 2005. Em 2008, veio o segundo disco, “At Mount Zoomer”.
Gostei bastante do que ouvi do Wolf Parade. É uma banda que, se não totalmente original, contribui com músicas excelentes, muito bem construídas e amarradas. “Expo 86″ nem foi lançado ainda e já o considero um dos melhores do ano. Confiram “Ghost Pressure”, minha favorita deles, até agora.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Bombay Bicycle Club - Flaws (2010)

Depois do empolgante I Had the Blues But I Shook Them Loose (2009) os londrinos do Bombay Bicycle Club decidiram simplesmente mudar tudo. Colocaram de lado os hits dançantes, os riffs, distorções e toda aquela pegada que fez do grupo uma das grandes revelações da música indie no último ano.

Em Flaws a banda se reinventa, arriscando-se por tons mais acústicos, tranquilos. O disco conta com algumas releituras de sucessos do debut, vide Dust On The Ground, que recebeu uma roupagem folk -- bem diferente da pegada dance-rock da versão original. Há também dois ótimos covers: Fairtyale Lullaby, de John Martyn e Swansea, de Joanna Newsom.
Essa mudança repentina do indie rock dançante para o acústico poderia até provocar uma sensação de estranhesa e decepção, mas não é essa a impressão que fica após os 33 minutos de Flaws. A tranquilidade perpassada pelos dedilhados suaves do violão, a beleza das letras e a voz desconcertante de Jack Steadman fazem deste um registro de extremo bom gosto, demonstrando que o BBC tem maturidade e talento suficientes para mudar sem perder a qualidade.







segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Apparatjik - We Are Here (2010)

Apparatjik é um supergrupo formado pelo baixista Guy Berryman (do Coldplay), pelo vocalista/guitarrista Jonas Bjerre (do Mew), pelo guitarrista/tecladista Magne F. (do A-Ha) e pelo produtor musical Martin Terefe. Dessa mistura de britpop com indie rock dinamarquês e new wave saiu We Are Here, um álbum de música eletrônica melódico, dançante e com tendências experimentais.
Mas pelo menos no que concerne ao pop/rock do Coldplay, a presença de Berryman parece não ter influenciado tanto na sonoridade do grupo. Por outro lado, vestígios do dream pop vanguardista do Mew estão espalhados por todo o disco, tanto nas melodias quanto nos vocais. Essa influência é bastante perceptível nas faixas Deadbeat, Arrow and Bow, Look Kids e na belíssima Antlers.

Ainda assim, tudo é muito focado nos sintetizadores e nas batidas eletrônicas, sem rodeios instrumentais e experimentalismo forçado...um som mais objetivo e divertido, mais direcionado para o synth pop -- e é aí onde entra o "lado A-Ha" do trio.



We Are Here é uma verdadeira coleção de hits imediatos; um aviso de que os Apparatjik estão aí...e não estão pra brincadeira. C, estou viajando mais não vou deixar você órfã.