C, não sei se você já viu o filme Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças (Eternal Sunshine of the Spotless Mind) de 2004. O filme é bárbaro. É um filme que fala sobre memória, passado, aquele filme "viagem". Eu adoro estes filmes. Se não viu, veja. A trilha sonora é igualmente boa. Há um cover do Beck para a música "Everybody's Gotta Learn Sometime" de Korgis. Quando eu era guri, adorava esta música.
domingo, 17 de outubro de 2010
Wolf Parade - EXPO 86 (2010)
C, essa banda lembra um pouco o modest mose. Lembra também a música dançante do The Foals. “Expo 86″ é o terceiro álbum da banda Wolf Parade de Montreal, Canadá.
A banda começou os trabalhos em 2003, abrindo shows para ninguém menos que o Arcade Fire. Isaac Brook, do Modest Mouse, além de colaborador do famoso selo Sub Pop, admirou o som dos caras e lançou o primeiro disco deles, “Apologies To The Queen Mary”, de 2005. Em 2008, veio o segundo disco, “At Mount Zoomer”.
Gostei bastante do que ouvi do Wolf Parade. É uma banda que, se não totalmente original, contribui com músicas excelentes, muito bem construídas e amarradas. “Expo 86″ nem foi lançado ainda e já o considero um dos melhores do ano. Confiram “Ghost Pressure”, minha favorita deles, até agora.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Bombay Bicycle Club - Flaws (2010)
Depois do empolgante I Had the Blues But I Shook Them Loose (2009) os londrinos do Bombay Bicycle Club decidiram simplesmente mudar tudo. Colocaram de lado os hits dançantes, os riffs, distorções e toda aquela pegada que fez do grupo uma das grandes revelações da música indie no último ano.
Em Flaws a banda se reinventa, arriscando-se por tons mais acústicos, tranquilos. O disco conta com algumas releituras de sucessos do debut, vide Dust On The Ground, que recebeu uma roupagem folk -- bem diferente da pegada dance-rock da versão original. Há também dois ótimos covers: Fairtyale Lullaby, de John Martyn e Swansea, de Joanna Newsom.
Essa mudança repentina do indie rock dançante para o acústico poderia até provocar uma sensação de estranhesa e decepção, mas não é essa a impressão que fica após os 33 minutos de Flaws. A tranquilidade perpassada pelos dedilhados suaves do violão, a beleza das letras e a voz desconcertante de Jack Steadman fazem deste um registro de extremo bom gosto, demonstrando que o BBC tem maturidade e talento suficientes para mudar sem perder a qualidade.
Em Flaws a banda se reinventa, arriscando-se por tons mais acústicos, tranquilos. O disco conta com algumas releituras de sucessos do debut, vide Dust On The Ground, que recebeu uma roupagem folk -- bem diferente da pegada dance-rock da versão original. Há também dois ótimos covers: Fairtyale Lullaby, de John Martyn e Swansea, de Joanna Newsom.
Essa mudança repentina do indie rock dançante para o acústico poderia até provocar uma sensação de estranhesa e decepção, mas não é essa a impressão que fica após os 33 minutos de Flaws. A tranquilidade perpassada pelos dedilhados suaves do violão, a beleza das letras e a voz desconcertante de Jack Steadman fazem deste um registro de extremo bom gosto, demonstrando que o BBC tem maturidade e talento suficientes para mudar sem perder a qualidade.
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Apparatjik - We Are Here (2010)
Apparatjik é um supergrupo formado pelo baixista Guy Berryman (do Coldplay), pelo vocalista/guitarrista Jonas Bjerre (do Mew), pelo guitarrista/tecladista Magne F. (do A-Ha) e pelo produtor musical Martin Terefe. Dessa mistura de britpop com indie rock dinamarquês e new wave saiu We Are Here, um álbum de música eletrônica melódico, dançante e com tendências experimentais.
Mas pelo menos no que concerne ao pop/rock do Coldplay, a presença de Berryman parece não ter influenciado tanto na sonoridade do grupo. Por outro lado, vestígios do dream pop vanguardista do Mew estão espalhados por todo o disco, tanto nas melodias quanto nos vocais. Essa influência é bastante perceptível nas faixas Deadbeat, Arrow and Bow, Look Kids e na belíssima Antlers.
Ainda assim, tudo é muito focado nos sintetizadores e nas batidas eletrônicas, sem rodeios instrumentais e experimentalismo forçado...um som mais objetivo e divertido, mais direcionado para o synth pop -- e é aí onde entra o "lado A-Ha" do trio.
We Are Here é uma verdadeira coleção de hits imediatos; um aviso de que os Apparatjik estão aí...e não estão pra brincadeira. C, estou viajando mais não vou deixar você órfã.
domingo, 26 de setembro de 2010
Menomena - Mines (2010)
Menomena (pronuncia-se minoumei) é uma banda de rock experimental oriunda de Portland, Oregon, formada pelos multi-instrumentistas Justin Harris, Brent Knopf e Danny Seim. Os três participam dos vocais e frequentemente trocam de instrumentos durante as performances.
O álbum em questão é o 4º na tragetória dos caras, sucessor de Friend and Foe (Barsuk Records) -- que considero uma das melhores bolachas indie de 2007.
Mines demonstra um refinamento sutil na música do Menomena, embora isso não signifique uma evolução de fato. Ele não chega a ser tão audacioso quanto Under an Hour (FILMguerrero, 2006) e suas três faixas de 17 minutos, nem tão instigante quanto o Friend and Foe, mas ostenta a mesma sonoridade densa, marcada por loops instrumentais, atuação competentíssima das guitarras, bateria e teclados, além do sax barítono de Justin Harris dando um toque especial às melodias sempre intrincadas, incomuns, irresistíveis.
Assim como os outros álbuns da banda, Mines foi produzido, gravado e mixado pelos músicos com o auxílio do Deeler (Digital Looping Recorder), um programa de computador desenvolvido por Knopf na linguagem Max. Seim explica como é o processo de composição com o Deeler: "Primeiro, nós definimos o tempo de marcação, que é tocado nos headphones. Então nos revesamos pela sala com um único microfone. Um de nós segura o microfone em frente a um instrumento, enquanto outro toca de improviso um riff curto dentro do tempo marcado. Normalmente, começamos pela bateria. Depois que os tambores estão em loop, pegamos o baixo, piano, guitarra, sinos, sax ou qualquer outra coisa na sala que possa fazer algum barulho. O Deeler nos permite manter o processo democrático".
Os grandes destaques do álbum são as faixas TAOS, BOTE, Tithe e Five Little Rooms, embora as demais músicas mantenham o nível lá no alto, de forma que não há um ponto baixo em Mines. Um belo disco C !
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Shugo Tokumaru - L.S.T (2005)
Apelidado de "o Sufjan Stevens japonês", esse jovem prodígio de Tóquio faz um som experimental baseado no lo-fi, misturando violões e outros instrumentos mais exóticos em arranjos intrincados e profundos, como poemas sonoros. E apesar das comparações ao músico de Michigan, Shugo Tukomaru demonstra ir muito mais fundo em seu próprio mundo musical -- brincando com os sons de uma forma mais ousada e tendo idéias muito mais inventivas que o próprio Sufjan.
L.S.T. (Active Suspension, 2005) -- oficialmente o segundo disco do músico -- é uma viagem acústica através de um mundo formado por camadas e texturas de cordas, pianos, sinos, apitos e xilofones. Um álbum cheio de melodias sofisticadas e ritmos ora lineares, ora dinâmicos. Uma obra de muito bom gosto, altamente recomendada para apreciadores de música folk, lo-fi e experimental.
Assinar:
Postagens (Atom)





