domingo, 4 de abril de 2010

Band of Horses

Cris, é o tipo de banda que você se amarra. Formada em 2004 na cidade de Seattle por Ben Bridwell (vocais - guitarra) e Matthew Brooke (guitarra), que anteriormente já haviam trabalhado no grupo Carissa's Wierd, a banda americana Band of Horses foi bem recebida pela crítica especializada com o seu álbum de estréia, 'Everything All the Time', lançado em 2006 pelo selo Sub Pop. A gravadora descobriu o grupo durante uma apresentação de abertura que o Band of Horses fazia para outro artista da casa, o Iron & Wine. Para os familiarizados com o indie rock, a primeira referência para a música o Band of Horses é o Flaming Lips. Principalmente pela voz de Ben Bridwell, que apresenta similaridades com a de Wayne Coyne. My Morning Jacket, Perry Farrell e Neil Young também são outras referências citadas para a música da banda, que é carregada de belas melodias carregadas de melancolia. No segundo semestre de 2006, o o Band of Horses perdeu um de seus fundadores. Matthew Brooke deixou a banda para se dedicar a outro projeto, o Grand Archives, que também assinou contrato com a Sub Pop.

Everything All the Time (2006)


Cease to Begin (2007)


Band of Horses (2005)



 

Dirty Epics

Som viciante que fará você aquecer sua noite ao melhor do Pop-Rock de Garagem sem ter que apelar para todas aquelas batidas eletrônicas. Ouça o som intenso da guitarra aveludada por um rock 80’s enquanto a voz de Sarah Jane se encarrega de fazer você enlouquecer na pista. No melhor estilo Die on the danceflor, o som do Dirty Epics é um Pop acelerado como o do Yeah Yeah Yeahs e Pixies muito bem equilibrado com o melhor das guitarras do Queens of The Stone Ages. Tudo isso junto com uma cara super Glam Rock que a banda tem, dá um ar super pista-retrô a banda.

Tem uma história: Formada em 2007 pela vocalista e Sarah e o baixista Richie, a banda que teve dois integrantes asiáticos adicionados posteriormente se lançou em 2007 com o single “The Cure” que ficou bem conhecido na Irlanda na época. Em 2008 a banda lançou seu 1º álbum Straight in No Kissing pela Universal, mas foi em 2009 que a banda ficou mais conhecida ao fazer uma turnê pelos estados unidos aparecendo em alguns festivais, inclusive o SXSW.
 Em sua segunda aparição no SXSW, este ano, a banda concedeu uma entrevista a revista Spinner falando um pouco mais sobre a banda e divulgando seu mais novo single “We’re Coming Up” que apareceu na série britânica teen Skins. Após aparecer em vários festivais e programas de TV a banda tem ganhado visibilidade e só nesta última semana teve um aumento de 100% de audições de suas músicas no LastFM



download do som acima !

Gostou? tem mais um.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Colourmusic - Yes ! (2009)



Primeiro material dessa banda de Yorkshire/Oklahoma. E que material! Com este EP, Colourmusic nos presenteia com cinco belas peças psicodélicas, carregadas de peso e euforia. É o prenúncio de um grande debut, que provavelmente sairá no começo de 2010.


Estilos: Indie Pop/Rock, Psychedelic

Faixas:

01. Yes!

02. You Can Call Me By My Name

03. Put In A Little Gas

04. Spring Song

05. The Gospel Song




domingo, 21 de março de 2010

Pearl Jam - Backspace (2009)

Dizem que o Pearl Jam mudou por causa da música "Fixer", por causa da pegada mais pop. Caraca, se for pop é um de qualidade. Não resenharei música por música, afinal isso cada um faz mentalmente após escutar o álbum.

O título já espanta. "Backspace" significa, no contexto, "retrocesso". Mas também pode significar "deletar" - o que não faz muito sentido, já que estamos falando do Pearl Jam. Atendo-se à primeira opção, concluo que a banda pretendia resgatar a sonoridade densa dos primeiros álbuns. Não conseguiu, mas o resultado foi aprazível, sem excessos. A banda não nasceu com o Grunge e, felizmente, não está presa a ele.

A faixa de abertura, "Gonna See My Friend", é uma paulada sonora daquelas, mas não é Grunge. O single "The Fixer", ritmo alegre e letra enigmática, é muito bom, mas não é Grunge. "Supersonic" é uma animada canção não-Grunge. "The End" fecha o álbum menos Grunge da história do Grunge. Mais do que compor músicas não-Grunges, o que decepcionou parte dos seus fãs, o Pearl Jam mostrou que tem capacidade inventiva suficiente para não se prender a rótulos. O grupo esquiva-se do estigma "roqueiros-revoltados-de-Seattle", mas não do de bons músicos, agora mais amadurecidos do que nunca.

Faixas: "Gonna see my friend", "Got some", "The Fixer", "Johny Guitar", "Just breath", "Among the waves", "Unthought know", "Supersonic", "Speed of sound", "Force of nature" e "The end"

Gravadora: Independente, porém distribuído pela Universal Records.





segunda-feira, 15 de março de 2010

DRESSED IN DRESDEN

Estou pensando numa resenha e não consigo escrever nada. Mas gostaria de disponibilizar o álbum. Enquanto não arrumo, pode curtir essa música e me digam o que acham da banda. Desculpe o conteúdo caídasso, mas quando melhorar a correria e meu cansaço, farei um monte de posts.


sexta-feira, 12 de março de 2010

Black Lips

Já faz tempo que o Black Lips não cabe mais no rótulo “garage rock”, definição tacanha por excelência na qual insistem em enquadrar a banda. Ao contrário da grande maioria dos grupos que se escondem sob tal alcunha, o quarteto de Atlanta nunca ata as mãos e se empenha em desrespeitar com classe os limites do pseudo-gênero: suas canções não são insistentemente encharcadas de fuzz ou escalas de blues, as letras não falam apenas de garotas, carros e bebedeiras. Pior, às vezes sequer se preocupam em fazer rock direto, preferindo vias tortas como a lisergia californiana, punk oitentista, arroubos countrys, hip-hop old school e o que mais suas mentes doentias permitir.
Sendo assim, é uma excelente surpresa constatar que 200 Million Thousand, novo rebento da banda seja tão musicalmente insolente quanto o genial Good Bad Not Evil (de 2007, que a Monstro Discos lançou no Brasil ano retrasado). Relaxada, como fica evidente na produção de baixa fidelidade e com jeitão de fita demo, a banda abusa do formato guitarra-baixo-bateria para fuçar e reler de maneira particular influências tão distintas quanto obrigatórias, passando por Byrds (“Starting Over”), Troggs (“I’ll Be With You”), Sonics (“Drugs”, “Short Fuse”) e até velhas levadas cadenciadas que aludem à época em que o rap americano se preocupava mais com melodias e rimas do que com vagabas e correntes de ouro (“The Drop I Hold”).
Ainda que pareça contraditório diante de tantas associações distintas, em nenhum momento o ouvinte esquece que quem está ali dentro da bolachinha que roda no som é uma banda de rock com instrumentos e motivações orgânicas; um bando de malacos tarados por música, que ouvem de tudo, mas conseguem filtrar e extrair identidade da maçaroca de discos que ouvem. Mal comparando, o que o Black Lips faz ao borrar seus limites (e não limitações, veja bem) musicais os aproxima do que o Clash fazia nos bons tempos, tocando reggae, dub, swing e funk de um jeito punk que os tornava inconfundíveis. A diferença crassa é que, ao contrário de Strummer & seus asseclas, os americanos em questão não vão longe em suas influências, evitando outros estilos musicais fora do espectro do rock’n roll.
E se os arranjos mantêm o padrão de qualidade anárquica, as letras também não fogem à regra. Os acostumados ao senso de humor bizarro do grupo vão rir com “Drugs”, uma canção romântica cheia de segundas intenções (“Come along and take a ride with me/ I’ll make some space in my dirty back seat”) e um relato sui generis de uma experiência religiosa (“I Saw God”). O baque mesmo é a psicodélica e perturbadora “Trapped in a Basement”, que alude ao caso do austríaco Josef Fritzl, que manteve a filha presa no porão de casa durante 24 anos. Um assunto delicado e fácil de resvalar no mau gosto, o que poderia levantar o único “senão” do disco, não fosse a música tão boa (assim como era “Katrina”, do disco anterior, que sacaneava em cima da tragédia de New Orleans). Tente não sentir arrepios com o refrão cantado em falsete, vindo das profundezas de um porão: “I’m daddy’s favorite girl…”
Noves fora, com 200 Million Thousand os Black Lips seguem firmes como indivíduos nos quais se pode confiar nos dias de hoje. Ainda que não se saiba o que eles vão fazer a seguir – nem como, nem quando, nem por que.
Black Lips (2003)

Black Lips - We Did Not Know the Forest Spirit Made the Flowers Grow (2004)

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Let It Bloom - (2005)
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Good Bad Not Evil - (2007)


200 Million Thousand (2009)